quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Segurança Pública

Senado aprova PEC da Segurança: o que muda com a proposta na Constituição

Texto aprovado em dois turnos insere o Susp na Constituição e amplia o papel da União; maioridade penal ficou de fora e promulgação ainda não tem data.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
4 min de leitura 3 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Vista do plenário do Senado Federal com as cadeiras dos senadores e a mesa diretora ao fundo
Plenário do Senado Federal, onde a PEC da Segurança foi votada em dois turnos (foto de arquivo, 2024) Foto: Boaventuravinicius (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

O Senado concluiu na terça-feira (3) a votação da PEC da Segurança Pública.

A proposta foi aprovada em dois turnos e segue para promulgação.

O texto insere o Susp na Constituição e amplia o papel da União, que ganha mais poder para coordenar ações no combate ao crime organizado.

Segundo a CNN Brasil, a emenda sobre redução da maioridade penal não entrou no texto final.

Veja o que a checagem confirma, o que ainda não está sustentado e o que falta para a proposta valer.

Vista do plenário do Senado Federal com as cadeiras dos senadores e a mesa diretoraLeia tambémA maioridade penal pode avançar no Senado antes do fim do ano?

O que se confirma

A Agência Câmara, o g1 e a CNN Brasil confirmam a aprovação em dois turnos e o envio do texto à promulgação.

No primeiro turno, 73 senadores votaram a favor, sem nenhum voto contrário. A CNN Brasil registra 74 presentes.

No segundo turno, foram 75 votos favoráveis e nenhum contrário, com 76 senadores registrados.

Agência Câmara e g1 confirmam que a União passa a ter diretrizes nacionais mais fortes contra facções e milícias.

Hugo Motta, presidente da Câmara, afirmou à Agência Câmara que o texto promulgado incluirá o Susp, com recursos garantidos e metas para as forças de segurança.

“Com a Lei Antifacção, o cerco às facções fica mais fechado”, disse Hugo Motta

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) passa a atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais. g1 e CNN Brasil confirmam.

A PRF também pode apoiar outras forças quando for requisitada pelo governador, segundo as mesmas fontes.

A PEC permite a expropriação de bens ligados a atividades criminosas.

O alcance vale para organizações criminosas, paramilitares e milícias privadas.

O que não está confirmado

Agência Câmara e CNN Brasil falam em aprovação unânime. O portal confirma apenas que nenhum senador votou contra.

Os números não fecham com a unanimidade: 73 votos entre 74 presentes, e 75 entre 76 registrados.

Por isso, a checagem não confirma que todos os presentes votaram a favor da PEC.

Sobre a maioridade, a CNN Brasil informa que 38 senadores votaram pela não inclusão e 36 contra.

Segundo a mesma fonte, Carlos Portinho (PL-RJ) se absteve e alegou erro.

O registro final da votação ainda precisa ser conferido.

Só o g1 detalha as competências de União, estados e Distrito Federal para legislar sobre segurança pública.

Segundo o g1, a lista inclui forças-tarefa, a organização das polícias, as guardas municipais e o sistema socioeducativo.

Ainda segundo o g1, a proposta prevê polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário.

Segundo o g1, a Polícia Federal e a PRF seguem sob competência privativa da União, assim como as normas de inteligência.

O g1 também cita prisão em estabelecimento de segurança máxima para crimes violentos e de facções.

Nenhuma outra fonte consultada confirma esse ponto.

Só a CNN Brasil traz a proteção a denunciantes e familiares, os direitos das vítimas e a cooperação obrigatória entre os entes.

Contexto

Na Câmara, a PEC havia sido aprovada em março por 461 votos a 14, segundo a Agência Câmara.

O relator no Senado foi Rogério Carvalho (PT-SE).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que, com a aprovação, recriaria o Ministério da Segurança Pública.

Segundo a CNN Brasil, o governo tratou da maioridade em PEC separada, porque incluí-la obrigaria o retorno da proposta à Câmara.

Ainda segundo a CNN Brasil, a oposição, com PL, PP, Republicanos, PSDB e Podemos, defendia incluir a redução da maioridade na PEC.

A emenda da oposição propunha 14 anos para crimes hediondos e 16 para todos os crimes.

A proposta do governo, apresentada por Camilo Santana, fixava 16 anos apenas para hediondos.

O que ainda não se sabe

  • Não há data para a promulgação nem para a entrada em vigor da PEC.
  • Não há detalhes sobre os recursos e as metas previstos para o Susp.
  • Não encontramos detalhamento das mudanças em relação ao texto da Câmara, além das citadas nas reportagens.
  • Não há fonte primária do Senado com o texto aprovado, nem registro oficial final da votação da maioridade.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

6 confirmado8 só uma fonte
  1. Confirmado

    O Senado aprovou a PEC da Segurança Pública na terça-feira (3), em dois turnos, e o texto segue para promulgação.

    Fontes: Agência Câmara, g1 Política, CNN Brasil · As três fontes relatam a aprovação em 3/11 e o envio à promulgação; Agência Câmara e CNN citam os dois turnos.
  2. Confirmado

    Primeiro turno: 73 votos favoráveis, nenhum contrário, sem abstenções, 74 presentes.

    Fontes: Agência Câmara, CNN Brasil · CNN detalha 73 a 0 com 74 presentes; Agência Câmara confirma os 73 votos. O número de presentes está só na CNN.
  3. Confirmado

    Segundo turno: 75 votos favoráveis, nenhum contrário, 76 senadores registrados.

    Fontes: Agência Câmara, CNN Brasil · Agência Câmara cita 75 votos; CNN informa 75 a 0 com 76 registrados.
  4. Confirmado

    O texto insere o Susp na Constituição e dá mais poder à União para coordenar ações e fixar diretrizes nacionais contra o crime organizado.

    Fontes: Agência Câmara, g1 Política, CNN Brasil · g1 descreve a inclusão do Susp e o maior poder da União. Agência Câmara e CNN confirmam a inclusão do Susp.
  5. Só uma fonte

    União, estados e DF poderão legislar sobre segurança pública, incluindo forças-tarefa, organização das polícias e guardas municipais e sistema socioeducativo.

    Fontes: g1 Política · Só o g1 traz esse detalhe. A CNN menciona forças-tarefa conjuntas, mas não a competência legislativa.

Fontes consultadas 3

  1. 1Agência CâmaraHugo Motta destaca aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senadocamara.leg.br
  2. 2g1 PolíticaSenado conclui votação da PEC da Segurança; veja como ficou textog1.globo.com
  3. 3CNN BrasilPEC da Segurança: veja como foi o placar em cada turno de votação no Senadocnnbrasil.com.br

Encontrou um erro? As correções são publicadas na própria matéria, com data e hora.

Compartilhe esta notícia

Debata esta notícia no fórum

Abra um tópico sobre o assunto e chame outros leitores para a conversa.

Criar tópico sobre esta notícia

Comentários

Mais de Política

Tudo de Política

Toda notícia aqui passa por checagem de fontes

Cruzamos pelo menos duas fontes independentes antes de afirmar algo como fato, e mostramos todas no fim de cada matéria.

  • Fontes listadas
  • Selo de verificação
  • Correções públicas
Entenda o método