Senado aprova PEC da Segurança: o que muda com a proposta na Constituição
Texto aprovado em dois turnos insere o Susp na Constituição e amplia o papel da União; maioridade penal ficou de fora e promulgação ainda não tem data.
Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

O Senado concluiu na terça-feira (3) a votação da PEC da Segurança Pública.
A proposta foi aprovada em dois turnos e segue para promulgação.
O texto insere o Susp na Constituição e amplia o papel da União, que ganha mais poder para coordenar ações no combate ao crime organizado.
Segundo a CNN Brasil, a emenda sobre redução da maioridade penal não entrou no texto final.
Veja o que a checagem confirma, o que ainda não está sustentado e o que falta para a proposta valer.
Leia tambémA maioridade penal pode avançar no Senado antes do fim do ano?O que se confirma
A Agência Câmara, o g1 e a CNN Brasil confirmam a aprovação em dois turnos e o envio do texto à promulgação.
No primeiro turno, 73 senadores votaram a favor, sem nenhum voto contrário. A CNN Brasil registra 74 presentes.
No segundo turno, foram 75 votos favoráveis e nenhum contrário, com 76 senadores registrados.
Agência Câmara e g1 confirmam que a União passa a ter diretrizes nacionais mais fortes contra facções e milícias.
Hugo Motta, presidente da Câmara, afirmou à Agência Câmara que o texto promulgado incluirá o Susp, com recursos garantidos e metas para as forças de segurança.
“Com a Lei Antifacção, o cerco às facções fica mais fechado”, disse Hugo Motta
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) passa a atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais. g1 e CNN Brasil confirmam.
A PRF também pode apoiar outras forças quando for requisitada pelo governador, segundo as mesmas fontes.
A PEC permite a expropriação de bens ligados a atividades criminosas.
O alcance vale para organizações criminosas, paramilitares e milícias privadas.
O que não está confirmado
Agência Câmara e CNN Brasil falam em aprovação unânime. O portal confirma apenas que nenhum senador votou contra.
Os números não fecham com a unanimidade: 73 votos entre 74 presentes, e 75 entre 76 registrados.
Por isso, a checagem não confirma que todos os presentes votaram a favor da PEC.
Sobre a maioridade, a CNN Brasil informa que 38 senadores votaram pela não inclusão e 36 contra.
Segundo a mesma fonte, Carlos Portinho (PL-RJ) se absteve e alegou erro.
O registro final da votação ainda precisa ser conferido.
Só o g1 detalha as competências de União, estados e Distrito Federal para legislar sobre segurança pública.
Segundo o g1, a lista inclui forças-tarefa, a organização das polícias, as guardas municipais e o sistema socioeducativo.
Ainda segundo o g1, a proposta prevê polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário.
Segundo o g1, a Polícia Federal e a PRF seguem sob competência privativa da União, assim como as normas de inteligência.
O g1 também cita prisão em estabelecimento de segurança máxima para crimes violentos e de facções.
Nenhuma outra fonte consultada confirma esse ponto.
Só a CNN Brasil traz a proteção a denunciantes e familiares, os direitos das vítimas e a cooperação obrigatória entre os entes.
Contexto
Na Câmara, a PEC havia sido aprovada em março por 461 votos a 14, segundo a Agência Câmara.
O relator no Senado foi Rogério Carvalho (PT-SE).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que, com a aprovação, recriaria o Ministério da Segurança Pública.
Segundo a CNN Brasil, o governo tratou da maioridade em PEC separada, porque incluí-la obrigaria o retorno da proposta à Câmara.
Ainda segundo a CNN Brasil, a oposição, com PL, PP, Republicanos, PSDB e Podemos, defendia incluir a redução da maioridade na PEC.
A emenda da oposição propunha 14 anos para crimes hediondos e 16 para todos os crimes.
A proposta do governo, apresentada por Camilo Santana, fixava 16 anos apenas para hediondos.
O que ainda não se sabe
- Não há data para a promulgação nem para a entrada em vigor da PEC.
- Não há detalhes sobre os recursos e as metas previstos para o Susp.
- Não encontramos detalhamento das mudanças em relação ao texto da Câmara, além das citadas nas reportagens.
- Não há fonte primária do Senado com o texto aprovado, nem registro oficial final da votação da maioridade.
O que checamos
Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.
- Confirmado
O Senado aprovou a PEC da Segurança Pública na terça-feira (3), em dois turnos, e o texto segue para promulgação.
Fontes: Agência Câmara, g1 Política, CNN Brasil · As três fontes relatam a aprovação em 3/11 e o envio à promulgação; Agência Câmara e CNN citam os dois turnos. - Confirmado
Primeiro turno: 73 votos favoráveis, nenhum contrário, sem abstenções, 74 presentes.
Fontes: Agência Câmara, CNN Brasil · CNN detalha 73 a 0 com 74 presentes; Agência Câmara confirma os 73 votos. O número de presentes está só na CNN. - Confirmado
Segundo turno: 75 votos favoráveis, nenhum contrário, 76 senadores registrados.
Fontes: Agência Câmara, CNN Brasil · Agência Câmara cita 75 votos; CNN informa 75 a 0 com 76 registrados. - Confirmado
O texto insere o Susp na Constituição e dá mais poder à União para coordenar ações e fixar diretrizes nacionais contra o crime organizado.
Fontes: Agência Câmara, g1 Política, CNN Brasil · g1 descreve a inclusão do Susp e o maior poder da União. Agência Câmara e CNN confirmam a inclusão do Susp. - Só uma fonte
União, estados e DF poderão legislar sobre segurança pública, incluindo forças-tarefa, organização das polícias e guardas municipais e sistema socioeducativo.
Fontes: g1 Política · Só o g1 traz esse detalhe. A CNN menciona forças-tarefa conjuntas, mas não a competência legislativa.
Fontes consultadas 3
- 1Agência CâmaraHugo Motta destaca aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senadocamara.leg.br
- 2g1 PolíticaSenado conclui votação da PEC da Segurança; veja como ficou textog1.globo.com
- 3CNN BrasilPEC da Segurança: veja como foi o placar em cada turno de votação no Senadocnnbrasil.com.br
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