Rogério Marinho quer maioridade de 16 anos em emenda à PEC da Segurança
Rogério Marinho quer baixar a maioridade de 18 para 16 anos; o Planalto prefere tratar o tema em outra PEC. Não há registro do resultado da votação prevista para 3/11.
Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

O governo Lula quer que o Senado vote a PEC da Segurança Pública sem a redução da maioridade penal.
A oposição, liderada por Rogério Marinho (PL-RN), apresentou emenda para baixar a idade.
A checagem confirmou o essencial dessa disputa. Mas não encontramos registro do resultado da votação prevista para 3/11.
O que se confirma
O ministro José Guimarães disse que o governo vai atuar para impedir a inclusão da redução na PEC.
A orientação é rejeitar as emendas sobre o tema, segundo Poder360 e O Antagonista.
Leia tambémPEC da Segurança abre caminho para Lula mandar nas polícias dos estados?“O governo não é contrário a discutir a questão da maioridade penal, mas podemos perfeitamente ter uma PEC tramitando na Câmara”, disse José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais
O Planalto defende que o Senado aprove o texto da Câmara sem mudanças nesse ponto.
O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), deve deixar o assunto fora do parecer.
A emenda de Marinho propõe reduzir a maioridade de 18 para 16 anos como regra geral.
Para crimes graves, como o tráfico, a proposta fixa 14 anos.
O líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), também apresentou emenda.
Ela reduz a idade para 16 anos apenas em crimes hediondos, e o governo negocia a retirada.
A votação estava na pauta do Senado em 3/11.
A aprovação exige 49 votos em cada turno, e a oposição também precisa desse número para aprovar a sua emenda.
Após a aprovação da PEC, Lula sinalizou a criação do Ministério da Segurança Pública, que centralizaria a interlocução com os estados.
O que não está confirmado
Algumas informações aparecem em apenas uma fonte. Por isso, a checagem não as trata como fato.
O Poder360 publicou que a estratégia é levar o tema a uma PEC paralela.
Ela seria analisada por comissão especial da Câmara presidida por Mendonça Filho (União Brasil-PE), com relatório até dezembro.
Nenhuma outra fonte consultada confirma esse cronograma.
Também segundo o Poder360, o governo teme que mudanças façam a PEC voltar à Câmara. Isso atrasaria a criação do ministério.
Essa avaliação não aparece em outros veículos.
O Estadão publicou que a PEC 18/2025 cria polícias municipais, amplia atribuições da PRF e inclui o Susp na Constituição.
Nenhuma outra fonte consultada confirma o detalhamento.
O Estadão também informou que o relator acatou 4 das 81 emendas e manteve 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para a segurança.
O dado aparece só nessa reportagem.
O GLOBO publicou que a PEC prevê regime mais rigoroso para líderes de facções e milícias.
Nenhuma outra fonte consultada traz o mesmo texto.
Não encontramos respaldo nas fontes consultadas para a afirmação de que municípios poderão criar polícias comunitárias.
Também não há sustentação para o número de 107,5 mil guardas municipais, com alta de 12,9%.
Os veículos divergem sobre os crimes que levariam a 14 anos na emenda de Marinho.
O Estadão cita crimes hediondos, tortura, tráfico e terrorismo. O GLOBO cita tráfico e organizações criminosas.
O Poder360 descreve 16 anos como regra geral da proposta.
O Estadão e O Antagonista tratam a redução como emenda, sem essa formulação.
Contexto
A segurança pública aparece como problema central para os brasileiros.
A pesquisa Quaest de setembro mostra avaliações negativas do governo federal e do Judiciário.
Quem defende a redução diz que ela ajudaria a coibir a violência e a reincidência.
Esse grupo afirma também que evitaria o aliciamento de jovens por facções.
Quem é contra argumenta que a medida pode aumentar o recrutamento de adolescentes pelas facções.
Essa parte do debate também sustenta que a proporção de adolescentes entre autores de ilegalidades vem caindo.
A PEC complementa o projeto Antifacção, sancionado em março.
Lula sinalizou, na campanha, inclinação favorável à redução apenas em crimes hediondos.
O que ainda não se sabe
Não há confirmação do resultado da votação no Senado. Também não está claro se Camilo Santana retirou formalmente a emenda.
As fontes não detalham como funcionaria a polícia municipal, nem quais cidades teriam capacidade financeira para criá-la.
Também não há data definida para o Ministério da Segurança Pública.
Não há análise sobre o impacto da redução da maioridade nos índices de criminalidade.
Esse é um dado que pode mudar o peso do debate no plenário.
O que checamos
Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.
- Confirmado
José Guimarães disse que o governo vai atuar para impedir a inclusão da redução da maioridade penal na PEC e que a orientação é rejeitar as emendas.
Fontes: Poder360, O Antagonista · Poder360 e O Antagonista relatam a fala após reunião com líderes; O Antagonista cita que o relator não acatará emendas. - Confirmado
O Planalto quer o texto da Câmara sem mudanças sobre maioridade, e o relator Rogério Carvalho deve deixar o tema fora do parecer.
Fontes: Poder360, O Antagonista · Poder360 e O Antagonista dizem que o relator não deve acatar as emendas. O GLOBO confirma a estratégia de separação. - Só uma fonte
A estratégia é levar o tema a uma PEC paralela, em comissão especial da Câmara presidida por Mendonça Filho, com relatório até dezembro.
Fontes: Poder360 · Comissão, presidente e prazo de dezembro só no Poder360. O Antagonista cita apenas outra PEC na Câmara, sem detalhes. - Só uma fonte
O governo teme que mudanças façam a PEC voltar à Câmara e atrasem a criação do Ministério da Segurança Pública.
Fontes: Poder360 · O temor de retorno à Câmara aparece só no Poder360. Outras fontes ligam o ministério à aprovação da PEC. - Só uma fonte
A PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança, amplia atribuições da PRF, cria polícias municipais, ouvidorias autônomas e Sistema de Políticas Penais, e inclui o Susp na Constituição.
Fontes: Estadão · Detalhes só no Estadão. O GLOBO confirma apenas em linhas gerais mudanças nas atribuições policiais e mais financiamento.
Fontes consultadas 4
- 1Poder360Governo Lula quer barrar maioridade na PEC da Segurança no Senadopoder360.com.br
- 2EstadãoMaioridade penal e polícia municipal: o que prevê a PEC da Segurança que pode ser votada no Senadoestadao.com.br
- 3O GLOBOPlanalto se reúne e discute estratégia para evitar votação da redução da maioridade penal junto com PEC da Segurançaoglobo.globo.com
- 4O AntagonistaGoverno quer PEC da Segurança sem redução da maioridade penaloantagonista.com.br
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