terça-feira, 3 de novembro de 2026
Segurança pública

Rogério Marinho quer maioridade de 16 anos em emenda à PEC da Segurança

Rogério Marinho quer baixar a maioridade de 18 para 16 anos; o Planalto prefere tratar o tema em outra PEC. Não há registro do resultado da votação prevista para 3/11.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
5 min de leitura 4 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Retrato do senador Rogerio Marinho, de terno, em fundo neutro
O senador Rogerio Marinho (PL-RN), autor de emenda para baixar a maioridade penal (foto de arquivo, 2023) Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

O governo Lula quer que o Senado vote a PEC da Segurança Pública sem a redução da maioridade penal.

A oposição, liderada por Rogério Marinho (PL-RN), apresentou emenda para baixar a idade.

A checagem confirmou o essencial dessa disputa. Mas não encontramos registro do resultado da votação prevista para 3/11.

O que se confirma

O ministro José Guimarães disse que o governo vai atuar para impedir a inclusão da redução na PEC.

A orientação é rejeitar as emendas sobre o tema, segundo Poder360 e O Antagonista.

Sessão no plenário do Senado Federal, em BrasíliaLeia tambémPEC da Segurança abre caminho para Lula mandar nas polícias dos estados?

“O governo não é contrário a discutir a questão da maioridade penal, mas podemos perfeitamente ter uma PEC tramitando na Câmara”, disse José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais

O Planalto defende que o Senado aprove o texto da Câmara sem mudanças nesse ponto.

O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), deve deixar o assunto fora do parecer.

A emenda de Marinho propõe reduzir a maioridade de 18 para 16 anos como regra geral.

Para crimes graves, como o tráfico, a proposta fixa 14 anos.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), também apresentou emenda.

Ela reduz a idade para 16 anos apenas em crimes hediondos, e o governo negocia a retirada.

A votação estava na pauta do Senado em 3/11.

A aprovação exige 49 votos em cada turno, e a oposição também precisa desse número para aprovar a sua emenda.

Após a aprovação da PEC, Lula sinalizou a criação do Ministério da Segurança Pública, que centralizaria a interlocução com os estados.

O que não está confirmado

Algumas informações aparecem em apenas uma fonte. Por isso, a checagem não as trata como fato.

O Poder360 publicou que a estratégia é levar o tema a uma PEC paralela.

Ela seria analisada por comissão especial da Câmara presidida por Mendonça Filho (União Brasil-PE), com relatório até dezembro.

Nenhuma outra fonte consultada confirma esse cronograma.

Também segundo o Poder360, o governo teme que mudanças façam a PEC voltar à Câmara. Isso atrasaria a criação do ministério.

Essa avaliação não aparece em outros veículos.

O Estadão publicou que a PEC 18/2025 cria polícias municipais, amplia atribuições da PRF e inclui o Susp na Constituição.

Nenhuma outra fonte consultada confirma o detalhamento.

O Estadão também informou que o relator acatou 4 das 81 emendas e manteve 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para a segurança.

O dado aparece só nessa reportagem.

O GLOBO publicou que a PEC prevê regime mais rigoroso para líderes de facções e milícias.

Nenhuma outra fonte consultada traz o mesmo texto.

Não encontramos respaldo nas fontes consultadas para a afirmação de que municípios poderão criar polícias comunitárias.

Também não há sustentação para o número de 107,5 mil guardas municipais, com alta de 12,9%.

Os veículos divergem sobre os crimes que levariam a 14 anos na emenda de Marinho.

O Estadão cita crimes hediondos, tortura, tráfico e terrorismo. O GLOBO cita tráfico e organizações criminosas.

O Poder360 descreve 16 anos como regra geral da proposta.

O Estadão e O Antagonista tratam a redução como emenda, sem essa formulação.

Contexto

A segurança pública aparece como problema central para os brasileiros.

A pesquisa Quaest de setembro mostra avaliações negativas do governo federal e do Judiciário.

Quem defende a redução diz que ela ajudaria a coibir a violência e a reincidência.

Esse grupo afirma também que evitaria o aliciamento de jovens por facções.

Quem é contra argumenta que a medida pode aumentar o recrutamento de adolescentes pelas facções.

Essa parte do debate também sustenta que a proporção de adolescentes entre autores de ilegalidades vem caindo.

A PEC complementa o projeto Antifacção, sancionado em março.

Lula sinalizou, na campanha, inclinação favorável à redução apenas em crimes hediondos.

O que ainda não se sabe

Não há confirmação do resultado da votação no Senado. Também não está claro se Camilo Santana retirou formalmente a emenda.

As fontes não detalham como funcionaria a polícia municipal, nem quais cidades teriam capacidade financeira para criá-la.

Também não há data definida para o Ministério da Segurança Pública.

Não há análise sobre o impacto da redução da maioridade nos índices de criminalidade.

Esse é um dado que pode mudar o peso do debate no plenário.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

6 confirmado6 só uma fonte2 sem prova
  1. Confirmado

    José Guimarães disse que o governo vai atuar para impedir a inclusão da redução da maioridade penal na PEC e que a orientação é rejeitar as emendas.

    Fontes: Poder360, O Antagonista · Poder360 e O Antagonista relatam a fala após reunião com líderes; O Antagonista cita que o relator não acatará emendas.
  2. Confirmado

    O Planalto quer o texto da Câmara sem mudanças sobre maioridade, e o relator Rogério Carvalho deve deixar o tema fora do parecer.

    Fontes: Poder360, O Antagonista · Poder360 e O Antagonista dizem que o relator não deve acatar as emendas. O GLOBO confirma a estratégia de separação.
  3. Só uma fonte

    A estratégia é levar o tema a uma PEC paralela, em comissão especial da Câmara presidida por Mendonça Filho, com relatório até dezembro.

    Fontes: Poder360 · Comissão, presidente e prazo de dezembro só no Poder360. O Antagonista cita apenas outra PEC na Câmara, sem detalhes.
  4. Só uma fonte

    O governo teme que mudanças façam a PEC voltar à Câmara e atrasem a criação do Ministério da Segurança Pública.

    Fontes: Poder360 · O temor de retorno à Câmara aparece só no Poder360. Outras fontes ligam o ministério à aprovação da PEC.
  5. Só uma fonte

    A PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança, amplia atribuições da PRF, cria polícias municipais, ouvidorias autônomas e Sistema de Políticas Penais, e inclui o Susp na Constituição.

    Fontes: Estadão · Detalhes só no Estadão. O GLOBO confirma apenas em linhas gerais mudanças nas atribuições policiais e mais financiamento.

Fontes consultadas 4

  1. 1Poder360Governo Lula quer barrar maioridade na PEC da Segurança no Senadopoder360.com.br
  2. 2EstadãoMaioridade penal e polícia municipal: o que prevê a PEC da Segurança que pode ser votada no Senadoestadao.com.br
  3. 3O GLOBOPlanalto se reúne e discute estratégia para evitar votação da redução da maioridade penal junto com PEC da Segurançaoglobo.globo.com
  4. 4O AntagonistaGoverno quer PEC da Segurança sem redução da maioridade penaloantagonista.com.br

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