terça-feira, 3 de novembro de 2026
Juros e Selic

Dá para tabelar juros por decreto? Durigan diz que a ideia não está em avaliação

Economista propõe queda gradual da Selic de 13,75% para 7,5% em 12 meses. Para Durigan, a ideia é incipiente, e não há reunião marcada com Lula.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
4 min de leitura 4 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Retrato oficial de Dario Durigan, homem de terno e gravata, em fundo neutro
Dario Durigan, ministro da Fazenda, que negou que o governo avalie tabelar juros (foto de arquivo, 2023) Foto: Diogo Zacarias (Public domain), via Wikimedia Commons

O economista André Lara Resende propôs que a Selic caia de 13,75% para cerca de 7,5% ao ano em 12 meses.

A ideia foi publicada em artigo no Substack.

Segundo o Metrópoles, o mercado a leu como possível redução forçada da taxa pelo governo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, nega que o tema esteja em avaliação.

A checagem confirmou a negativa sobre tabelar juros e não encontrou agenda entre Lula e Lara Resende.

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O que se confirma

A proposta cria um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que definiria metas fiscais e monetárias por quatro a cinco anos.

InfoMoney, Exame e Revista Oeste registram o ponto.

A Selic iria de 13,75% para cerca de 7,5% ao ano em 12 meses, segundo as mesmas três fontes.

Lara Resende afirma que o custo elevado dos juros é o principal fator de crescimento da dívida pública.

InfoMoney, Exame e Oeste trazem a mesma leitura.

Durigan negou que o governo avalie tabelar juros ou queimar reservas cambiais.

Metrópoles e Revista Oeste confirmam a negativa.

O ministro também disse que não há reunião agendada entre Lula e Lara Resende. Exame e Metrópoles registram a declaração.

“Propostas como tabelar os juros ou queimar reservas cambiais não estão em avaliação”, disse Dario Durigan, ministro da Fazenda

O que não está confirmado

A Revista Oeste afirma que a ideia chamou a atenção de Lula. Durigan e Mercadante negam que haja agenda sobre o assunto.

Nenhuma fonte consultada confirma que Lula tenha recebido a proposta.

Uma nota do colunista Lauro Jardim, do O Globo, dizia que haveria encontro entre Lula e Lara Resende.

O Metrópoles registra o caso. Durigan e Mercadante dizem que não há agenda marcada.

A Exame fala em “possível reunião”, enquanto o Metrópoles cita “reunião nesta semana”.

As fontes divergem sobre a existência do encontro.

Durigan classificou a proposta como “incipiente”. Segundo a Exame, ele afirmou:

“Do meu ponto de vista, não é uma proposta, é uma ideia incipiente que foi colocada para debate público”, disse Dario Durigan, ministro da Fazenda

A mesma fonte registra que o ministro vê “várias deficiências” na ideia. Nenhuma outra fonte consultada traz essa fala.

Mercadante, presidente do BNDES, disse ao Metrópoles: “Eu nunca defendi tabelamento de juros”.

Só esse veículo traz a declaração.

Segundo a Revista Oeste, a proposta sugere que o Banco Central use reservas internacionais para suavizar uma eventual depreciação do real.

Nenhuma outra fonte consultada confirma o ponto.

A Exame relata divergências dentro do PT.

Setores do partido defenderam o debate, e agentes do mercado se preocuparam com interferência na política monetária.

Só essa fonte traz o relato.

Também não encontramos sustentação para um spread transitório de segurança de 2 pontos percentuais na proposta.

Contexto

Lara Resende é um dos formuladores do Plano Real.

Foi diretor do Banco Central e presidente do BNDES no governo FHC, segundo a Revista Oeste.

A Revista Oeste também diz que ele integrou a equipe de transição de Lula em 2022. O dado vem só dessa fonte.

A Selic é definida pelo Copom, formado pelos diretores do BC. O colegiado se reúne nesta semana.

Metrópoles cita probabilidade implícita de 63,1% de manutenção da taxa, segundo opções na B3.

O número vem de uma única fonte.

Críticos citados pela Revista Oeste avaliam que reduzir juros por decisão política, sem ajuste consistente das contas, poderia enfraquecer o real e elevar a inflação.

Eles também veem risco à autonomia do BC.

O que ainda não se sabe

  • Lara Resende não foi localizado. O Metrópoles tentou contato sem sucesso, e ele não se manifestou sobre a negativa do governo.
  • Não está claro se a proposta exige mudança legal ou apenas decisão do BC e do conselho proposto.
  • Os textos não trazem números de mercado, como cotações e juros futuros, após a repercussão.
  • A projeção de inflação de 5,22% para 2026, citada na pauta, não foi checada nesta apuração.
  • Nenhum analista independente foi ouvido sobre os riscos específicos da proposta.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

5 confirmado6 só uma fonte2 versões divergem1 sem prova
  1. Confirmado

    Lara Resende propõe um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para definir metas fiscais e monetárias por quatro a cinco anos.

    Fontes: InfoMoney, Exame, Revista Oeste · InfoMoney cita metas de 4 a 5 anos; Exame e Oeste citam o conselho. O prazo e o conselho não aparecem juntos em todas as fontes.
  2. Confirmado

    A proposta prevê reduzir a Selic de 13,75% para cerca de 7,5% ao ano em 12 meses.

    Fontes: InfoMoney, Exame, Revista Oeste · Três veículos trazem a meta de 7,5% em 12 meses; Exame e Oeste citam os 13,75% atuais.
  3. Sem prova

    A proposta inclui um spread transitório de segurança de 2 pontos percentuais.

    Nenhuma fonte sustenta · Nenhum trecho dos textos fornecidos menciona spread de 2 pontos; os textos de InfoMoney e Exame estão truncados.
  4. Confirmado

    Segundo Lara Resende, o custo elevado dos juros é o principal fator de crescimento da dívida pública.

    Fontes: InfoMoney, Exame, Revista Oeste · InfoMoney, Exame e Oeste trazem o diagnóstico, atribuído ao economista. Exame diz 'um dos principais fatores'.
  5. Só uma fonte

    A proposta sugere que o BC use reservas internacionais para suavizar eventual depreciação do real.

    Fontes: Revista Oeste · Só a Oeste cita o uso de reservas para conter desvalorização do real. O trecho visível do InfoMoney não traz isso.

Fontes consultadas 4

  1. 1InfoMoneySelic “tabelada” e ajuste fiscal pelos juros: a polêmica proposta de Lara Resendeinfomoney.com.br
  2. 2ExameDurigan vê 'deficiências' em proposta de Lara Resende e nega discussão sobre mudançaexame.com
  3. 3MetrópolesDurigan nega discussão de proposta para congelar taxa de juros no paísmetropoles.com
  4. 4Revista OesteProposta para limitar taxa básica de juros no governo Lula preocupa mercadorevistaoeste.com

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