segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Mpox no Rio

Mpox no Rio: casos subiram, mas a capital está mesmo sem vacina?

Casos na capital foram de 10 para 74 entre setembro e outubro. O Ministério diz ter reforçado as doses enviadas, mas a falta de vacina na cidade não foi confirmada.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
5 min de leitura 4 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Fachada da Biblioteca de Ciências Biomédicas da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, sob céu claro
Biblioteca de Ciências Biomédicas, da Fundação Oswaldo Cruz, unidade ligada ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos (foto de arquivo, 2011) Foto: Claudio Oliveira Lim… (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

Os casos de Mpox no Rio de Janeiro passaram de 10 para 74 em setembro e outubro, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Observatório Epidemiológico municipal, citados pela CNN Brasil, pelo g1 e pela VEJA. Já o g1 afirma, na manchete, que a capital está sem vacina contra a doença, e o Ministério da Saúde diz ter reforçado o envio de doses ao estado. A checagem confirma os números de casos, mas não confirma a falta de vacina na capital.

O que se confirma

Os números de casos aparecem em fontes independentes. Setembro teve 45 registros, o maior número mensal em três anos, e outubro somou 29 até o levantamento. Como os dados são parciais, o total pode mudar nas próximas atualizações.

Dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), em Manguinhos, segundo o g1 e a VEJA.

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O Ministério da Saúde afirma ter reforçado o volume de vacinas enviado ao Rio, conforme a VEJA e o Metrópoles. Em declaração citada pela VEJA, o ministro Alexandre Padilha disse:

“Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as concentrações de final de ano. A vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados.”

Em linhas gerais, as fontes citam como público da vacina pessoas que vivem com HIV com imunossupressão grave, profissionais de laboratório que trabalham com o vírus e pessoas com contato de risco com casos suspeitos ou confirmados. A CNN Brasil e o Metrópoles detalham esses grupos de forma diferente, com recortes de idade e de risco, por isso a elegibilidade deve ser confirmada no serviço de saúde.

Sobre a transmissão, as reportagens da CNN Brasil, do g1 e da VEJA dizem que ela ocorre por contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções, e também por objetos contaminados. Segundo elas, o contato sexual pode favorecer a transmissão.

Os sintomas descritos nas reportagens são febre, dores no corpo, dor de cabeça, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele que podem evoluir para bolhas e crostas. Essa lista aparece, em conjunto, nas quatro fontes, mas cada uma destaca pontos diferentes.

O que não está confirmado

O g1 afirma, na manchete, que a capital está sem vacina contra a Mpox. No texto consultado, essa frase não aparece, e nenhuma outra fonte consultada confirma a falta de vacina na cidade.

O Ministério diz ter reforçado o envio de doses ao Rio, mas nas fontes consultadas não há informação sobre se a oferta na capital foi suspensa. Por isso, a checagem não confirma que a cidade esteja sem vacina e não encontrou registro de ruptura de estoque.

Os dados estaduais, com 211 casos confirmados em 2026 contra 119 em todo o ano passado e 119 suspeitos em investigação, aparecem apenas no g1. Ainda não há confirmação independente.

A CNN Brasil informa que a vacina deve ser aplicada em até 4 dias após o contato com caso infectado, ou em até 14 dias se não houver sintomas. Como nenhuma outra fonte consultada traz esse prazo, a orientação deve ser conferida com a Secretaria de Saúde antes de qualquer decisão.

Contexto

Os dados nacionais têm confirmação em duas fontes. A VEJA e o Metrópoles informam 665 casos no Brasil em 2026. Padilha comparou a situação com o surto de 2022, quando, segundo ele, o país chegou a quase 11 mil infectados, e afirmou:

“É importante esclarecer que a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022, quando chegamos a quase 11 mil pessoas infectadas, 1.527% a mais.”

O deputado federal Daniel Soranz (PSD), ex-secretário municipal de Saúde do Rio e presidente da Frente Parlamentar da Vacina, cobra mais compras. Ao g1, ele disse:

“A compra da vacina monkeypox é essencial para evitar a disseminação da doença e garantir a proteção dos grupos mais vulneráveis.”

Na leitura do Use a Lógica, a divergência é de tom: o ministro fala em controle de um cenário que não é surto, enquanto o parlamentar pede mais compras. Essa leitura é do portal, e não uma posição das fontes. Para o infectologista Celso Ferreira Ramos Filho, ouvido pelo g1, a orientação para quem teve sintomas é procurar atendimento médico logo.

O que ainda não se sabe

  • Não há informação sobre quantas doses o governo federal e o estadual anunciaram nem sobre as datas de chegada dos novos lotes.
  • Não há previsão de quando a vacinação volta a ser ofertada na capital.
  • Não se sabe se há falta de vacina na capital nem qual seria a causa.
  • As fontes consultadas não trazem o perfil dos casos (idade, sexo e grupo de exposição) nem as medidas de prevenção recomendadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

9 confirmado4 só uma fonte
  1. Confirmado

    A cidade do Rio registrou 74 casos de Mpox em setembro e outubro de 2026, segundo o Observatório Epidemiológico municipal.

    Fontes: CNN Brasil, g1, VEJA, Metrópoles · CNN, g1 e VEJA citam o Observatório Epidemiológico; o Metrópoles traz o mesmo total de 74 casos.
  2. Confirmado

    Setembro teve 45 casos, o maior número mensal em três anos; outubro teve 29 até o levantamento.

    Fontes: CNN Brasil, g1, VEJA · CNN, g1 e VEJA trazem 45 e 29; g1 e VEJA citam o recorde em três anos.
  3. Confirmado

    No mesmo período de 2025 foram registrados 10 casos, ou seja, cerca de sete vezes menos.

    Fontes: CNN Brasil, g1, VEJA · Três veículos citam 10 casos em 2025. CNN diz sete vezes e VEJA, mais de sete vezes (74/10 = 7,4).
  4. Confirmado

    Dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), em Manguinhos.

    Fontes: g1, VEJA · g1 e VEJA informam dez internados no Evandro Chagas, em Manguinhos.
  5. Só uma fonte

    No estado do Rio há 211 casos confirmados em 2026, contra 119 em todo o ano passado, e 119 suspeitos em investigação.

    Fontes: g1 · Só o g1 traz os números estaduais; deve ir atribuído ao g1.

Fontes consultadas 4

  1. 1CNN BrasilRio de Janeiro registra 74 casos de Mpox em dois mesescnnbrasil.com.br
  2. 2g1Casos de Mpox aumentam 7 vezes no Rio em dois meses; capital está sem vacina contra a doençag1.globo.com
  3. 3VEJAMpox: casos disparam no Rio, e governo anuncia reforço de vacinasveja.abril.com.br
  4. 4MetrópolesMpox: governo reforça volume de vacina no Rio para lidar com alta de casosmetropoles.com

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