terça-feira, 3 de novembro de 2026
Boletim Focus

Mercado já projeta inflação de 5,22% em 2026, acima de 5%

O Boletim Focus mostra alta nas projeções de inflação, juros e dólar. São expectativas do mercado, não resultados, e podem mudar a cada semana.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
5 min de leitura 3 fontes
Verificado

Informações confirmadas em 3 fontes independentes. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Fachada do edifício sede do Banco Central do Brasil em Brasília, em dia de céu claro
Edifício sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, instituição que divulga o Boletim Focus (foto de arquivo, 2015) Foto: Senado Federal (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 3 de novembro trouxe novas projeções do mercado para inflação, juros e dólar.

Segundo o Metrópoles, é o primeiro depois da reeleição de Lula.

A alta das projeções está confirmada. O motivo específico da revisão e o efeito no crédito não aparecem nas fontes.

O que se confirma

A projeção de IPCA para 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, segundo g1, InfoMoney e Metrópoles.

Para 2027, o IPCA projetado foi de 4,34% para 4,76%. O g1 e o InfoMoney informam que foram três semanas seguidas de alta.

Edifício sede do Banco Central do Brasil em Brasília, em dia de sol, com fachada de concreto e vidroLeia tambémPor que o mercado espera juros mais altos até o fim de 2026?

Para 2029, g1 e InfoMoney dão a projeção em 3,98%. Para 2028, o InfoMoney informa alta de 3,75% para 4,00%.

A projeção de crescimento do PIB para 2026 caiu de 1,80% para 1,76%. Os três veículos trazem o número.

Para 2027, o PIB projetado passou de 1,31% para 1,20%. Para 2028, foi de 1,81% para 1,80%.

A Selic para o fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50%, segundo g1, InfoMoney e Metrópoles.

Para o fim de 2027, a Selic projetada foi de 11,75% para 12,50%. Para o fim de 2028, foi de 10% para 11%.

InfoMoney e Metrópoles trazem esses valores.

O dólar projetado para o fim de 2026 subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027, foi de R$ 5,15 para R$ 5,40.

A checagem confirmou os valores, com base no InfoMoney.

O que não está confirmado

Só o g1 afirma que o Focus passou a embutir apenas um corte da Selic neste ano, ante dois antes.

Não encontramos essa leitura nas outras fontes consultadas.

O Metrópoles informa que este é o primeiro Focus a incluir respostas posteriores ao segundo turno de 25 de outubro.

Nenhuma outra fonte consultada confirma o dado.

O Metrópoles diz que a meta de 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto.

Com teto de 4,5%, a projeção de 5,22% fica acima do limite. Só esse veículo traz o dado.

O mesmo veículo cita IPCA acumulado de 4,58% em 12 meses até setembro, com alta de 0,82% no mês.

Nenhuma outra fonte consultada traz esse número.

O InfoMoney informa que o IGP-M de 2027 passou de 4,01% para 4,21%, e que os preços administrados ficaram em 4,44%.

Não há confirmação em outras fontes.

O Metrópoles também cita revisão do FMI para 2,2% no PIB de 2026. A informação aparece só nesse veículo.

Onde as versões divergem

  • Dólar: o g1 usa o verbo “baixou” para o câmbio de 2026, mas os valores publicados indicam alta de R$ 5,05 para R$ 5,34.
  • IPCA de 2029: o g1 fala em 3,50% para 3,98%; o InfoMoney, em 3,51% para 3,98%.
  • PIB de 2029: o InfoMoney informa 2,00%, estável; o g1 não cita o número.
  • PIB de 2025: o IBGE divulgou alta de 2,3%. O governo fala em 2%, e o Banco Central considera 1,8%, segundo o Metrópoles.

Contexto

O Focus reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras.

As respostas são coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação.

Por isso, o levantamento mostra o que o mercado espera, não resultados. As projeções podem mudar a cada semana.

As fontes não atribuem a revisão a um fato específico. Não é possível afirmar, com base nelas, que a reação do mercado foi causada pelo resultado da eleição.

Segundo o g1, o Banco Central tem dito que a desaceleração da economia faz parte da estratégia para conter pressões inflacionárias.

O g1 também afirma que, em ano eleitoral, o governo adotou ações para estimular a economia e reduzir o endividamento.

Só esse veículo traz essa leitura.

Segundo o g1, inflação mais alta reduz o poder de compra, sobretudo de quem recebe salários menores.

O Metrópoles lembra que a Selic serve de referência para as demais taxas da economia.

As fontes não detalham o efeito sobre financiamentos, cartão de crédito e preços do dia a dia.

Também não dizem quanto cada item deve subir.

O que ainda não se sabe

  • Quais fatores o mercado considerou, além da reeleição e do contexto fiscal, para revisar cada projeção.
  • Quando o consumidor sentirá os efeitos. As fontes não informam o horizonte de tempo.
  • O que economistas e o Banco Central dizem sobre a política monetária depois da revisão. As fontes consultadas não trazem falas nesse sentido.
  • A resposta do governo às críticas sobre as ações em ano eleitoral.

O próximo Focus deve mostrar se essas projeções se mantêm nas semanas seguintes.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

8 confirmado6 só uma fonte
  1. Confirmado

    A projeção de IPCA para 2026 subiu de 5,19% para 5,22%.

    Fontes: g1, InfoMoney, Metrópoles · Os três veículos trazem a mesma alteração, de 5,19% para 5,22%.
  2. Confirmado

    A projeção de IPCA para 2027 subiu de 4,34% para 4,76%, com três semanas seguidas de alta.

    Fontes: g1, InfoMoney · A alta de 4,34% para 4,76% está nas fontes 1, 2 e 3; as três semanas seguidas só aparecem no InfoMoney.
  3. Confirmado

    A projeção de IPCA para 2028 subiu de 3,75% para 4,00%, e para 2029 de 3,50% para 3,98%.

    Fontes: g1, InfoMoney · 2028 coincide nas duas fontes. Em 2029 o ponto de partida difere (3,50% no g1, 3,51% no InfoMoney), mas o valor final é 3,98%. O g1 diz 'permaneceu', o que é inconsistente.
  4. Confirmado

    A projeção de crescimento do PIB para 2026 caiu de 1,80% para 1,76%.

    Fontes: g1, InfoMoney, Metrópoles · Os três veículos informam a queda de 1,80% para 1,76%.
  5. Confirmado

    A projeção de PIB para 2027 caiu de 1,31% para 1,20%, e para 2028 de 1,81% para 1,80%.

    Fontes: g1, InfoMoney, Metrópoles · Os três veículos trazem os mesmos números para 2027 e 2028.

Fontes consultadas 3

  1. 1g1Após reeleição de Lula, mercado financeiro vê inflação mais alta e piora previsão para taxa de jurosg1.globo.com
  2. 2InfoMoneyBoletim Focus: mercado eleva projeções para Selic, dólar e inflaçãoinfomoney.com.br
  3. 3MetrópolesFocus: mercado sobe projeções para inflação, juros e dólar após reeleiçãometropoles.com

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