sábado, 31 de outubro de 2026
Bolsa e dólar

Bolsa cai 18% e dólar sobe 9% na semana após a eleição: por que isso aconteceu?

O Ibovespa caiu cerca de 18% na semana e o dólar subiu 9%, a maior alta semanal desde 2008. As causas citadas são dúvidas fiscais e fatores externos; a duração segue em aberto.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
4 min de leitura 3 fontes
Verificado

Informações confirmadas em 3 fontes independentes. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Prédio da Bolsa de Valores de São Paulo, no centro da cidade, visto de frente em dia de céu aberto.
Fachada e entorno da Bovespa, no centro de São Paulo, sede da Bolsa de Valores (foto de arquivo, 2017). Foto: Wilfredor (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

Após a reeleição de Lula no segundo turno, em 25 de outubro, o Ibovespa e o dólar tiveram uma semana de movimentos bruscos. A Gazeta do Povo, a Revista Oeste e o InfoMoney relataram a queda da Bolsa e a alta da moeda americana. Confirmamos os principais números da semana, mas alguns dados e as explicações sobre a duração do movimento dependem de uma única reportagem.

O que se confirma

A Bolsa caiu cerca de 18% na semana seguinte à votação, a pior semana desde março de 2020. A Gazeta do Povo e a Revista Oeste confirmam o dado.

No primeiro pregão após a eleição, em 26 de outubro, o Ibovespa recuou 13,88%, e a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações. A Gazeta e o InfoMoney trazem o mesmo número e o acionamento.

Operadores e movimentação em frente aos painéis de cotações da Bolsa de ValoresLeia tambémQuanto a Bolsa perdeu depois do 2º turno, afinal?

O índice fechou sexta-feira, 30 de outubro, aos 167.921,80 pontos, com queda de 0,75% no dia. Foi o quinto pregão seguido de baixa, segundo a Gazeta e a Oeste.

O dólar comercial fechou sexta a R$ 5,444 e acumulou alta de 9,04% na semana, a maior desde outubro de 2008. A Gazeta e a Oeste confirmam. No mês, a moeda subiu cerca de 5,2%: chegou a ficar abaixo de R$ 5 no auge do otimismo eleitoral e voltou a fechar perto de R$ 5,44, dado confirmado pela Gazeta e pelo InfoMoney.

Sobre o motivo da reação, a Oeste e o InfoMoney citam incertezas sobre a política fiscal e econômica do próximo mandato, além de fatores externos. A Gazeta relata que parte dos investidores apostava em outro resultado e em mudança na condução econômica, e que essas expectativas não se confirmaram.

O que não está confirmado

Só o InfoMoney informa que outubro teve queda de 9,88%, a maior perda mensal desde junho de 2022. A Oeste fala em cerca de 9,9%, valor próximo, mas nenhuma outra fonte traz o número exato nem a comparação com 2022.

A Gazeta é a única a informar que o índice registrou recorde de fechamento em 9 de outubro, com 209.066,90 pontos, e que perdeu cerca de 41 mil pontos desde então. Também só ela cita perda de cerca de R$ 734 bilhões em valor de mercado no dia 26 e a queda do ganho acumulado em 2026 de quase 30% para cerca de 4%.

Outros dados também aparecem em uma única reportagem. A Gazeta relata alta de 8,21% do dólar em 26 de outubro, com fechamento a R$ 5,403, mas não conseguimos confirmar esse valor em outra fonte. A Oeste cita alta dos juros futuros, com o DI para janeiro de 2028 passando de 14,37% para 14,48%, também sem confirmação independente.

A Gazeta informa ainda a Selic em 13,75% ao ano e uma probabilidade de 63,1% de manutenção na próxima reunião do Copom. Nenhuma outra fonte consultada sustenta esses dados, e por isso eles ficam fora desta matéria.

Contexto

Antes da votação, o Ibovespa vinha em forte alta, puxado por bancos, varejo e construtoras, segundo o InfoMoney. O índice chegou a renovar máximas acima de 209 mil pontos. Com o resultado, os papéis de bancos e varejo passaram a cair com força.

Ainda segundo o InfoMoney, empresas exportadoras e com receitas em dólar, como Suzano, Embraer e Petrobras, tiveram desempenho melhor no período. A Oeste também relata que, nos Estados Unidos, o Nasdaq caiu 2,86% na sexta-feira, após balanços de tecnologia abaixo das expectativas. Os dois dados aparecem em uma única reportagem cada.

O economista e CEO da Azumi Investimentos, Edgar Araújo, avaliou o movimento ao InfoMoney:

“Outubro mostrou o risco de tratar uma expectativa eleitoral como resultado garantido”

As reportagens citam ainda fatores externos, como decisões de juros nos EUA e na Europa, conflitos geopolíticos e sinais de desaceleração global.

O que ainda não se sabe

As fontes não dizem se a queda tende a persistir ou se é uma correção pontual. O InfoMoney cita a equipe do Bradesco BBI sobre o tema, mas o trecho disponível é cortado antes da conclusão.

Também não há dado oficial do Banco Central sobre a saída ou a entrada de investidores estrangeiros no período, o que impede medir o peso desse fluxo na queda. As reportagens também não trazem efeitos diretos sobre poupança, financiamentos ou preço de importados.

Para acompanhar, os próximos passos são os fechamentos dos pregões seguintes, os dados oficiais de fluxo de capital e as análises de instituições financeiras sobre a trajetória do dólar e dos juros.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

5 confirmado8 só uma fonte1 sem prova
  1. Confirmado

    Ibovespa caiu cerca de 18% na semana após a reeleição de Lula, pior semana desde março de 2020.

    Fontes: Gazeta do Povo Economia, Revista Oeste · Gazeta (18,12%) e Oeste (cerca de 18%, mais intensa desde março de 2020) concordam.
  2. Só uma fonte

    A queda semanal foi a quinta maior desde o Plano Real.

    Fontes: Gazeta do Povo Economia · Só a Gazeta do Povo cita levantamento da Elos Ayta; atribuir.
  3. Confirmado

    Em 26/10 o Ibovespa caiu 13,88% e a B3 acionou o circuit breaker.

    Fontes: Gazeta do Povo Economia, InfoMoney · Gazeta e InfoMoney trazem a queda de 13,88% e o acionamento; InfoMoney detalha suspensão de 30 minutos.
  4. Confirmado

    Ibovespa fechou 30/10 a 167.921,80 pontos (-0,75%), quinto pregão seguido de baixa.

    Fontes: Gazeta do Povo Economia, Revista Oeste · Gazeta e Oeste (167.922) coincidem; InfoMoney também cita 167.922 no fim do mês.
  5. Só uma fonte

    Ibovespa fechou outubro com queda de 9,88%, maior perda mensal desde junho de 2022.

    Fontes: InfoMoney · 9,88% e 'desde junho de 2022' só no InfoMoney; Oeste cita cerca de 9,9% sem comparativo histórico.

Fontes consultadas 3

  1. 1Gazeta do Povo EconomiaApós reeleição de Lula, Ibovespa tem pior semana desde a pandemia e dólar disparagazetadopovo.com.br
  2. 2Revista OesteIbovespa perde 18% na semana da reeleição de Lula; dólar dispara 9%revistaoeste.com
  3. 3InfoMoneyDo rali à queda histórica: como o Ibovespa caiu 9,88% no mês, maior baixa desde 2022infomoney.com.br

Encontrou um erro? As correções são publicadas na própria matéria, com data e hora.

Compartilhe esta notícia

Debata esta notícia no fórum

Abra um tópico sobre o assunto e chame outros leitores para a conversa.

Criar tópico sobre esta notícia

Comentários

Mais de Economia

Tudo de Economia

Toda notícia aqui passa por checagem de fontes

Cruzamos pelo menos duas fontes independentes antes de afirmar algo como fato, e mostramos todas no fim de cada matéria.

  • Fontes listadas
  • Selo de verificação
  • Correções públicas
Entenda o método