domingo, 1 de novembro de 2026
Hack na Binance

Binance diz ter reposto 90% do roubo: o que muda para quem saca?

Os saques de bitcoin, ether e stablecoins voltaram no domingo. A reposição de cerca de 90% é uma afirmação da própria corretora, e os valores do roubo variam entre as reportagens.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
5 min de leitura 2 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Arte da editoria Economia
Foto: Arte/Use a Lógica

A Binance retomou, no domingo (1º.nov.2026), os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, cerca de dois dias depois de suspendê-los. A corretora afirma ter reposto cerca de 90% do que foi levado no ataque hacker. Essa informação vem da própria empresa, e as reportagens não descrevem da mesma forma de onde saiu o dinheiro nem qual foi o tamanho exato do roubo.

O que se confirma

Confirmamos a retomada dos saques no domingo, cerca de dois dias após a suspensão, segundo o Poder360 e o InfoMoney. As duas reportagens também confirmam a atribuição do ataque pelo FBI ao grupo TraderTraitor, ligado ao governo da Coreia do Norte. Segundo o InfoMoney, a manifestação do FBI foi feita no sábado (31.out).

O ataque também é comparado ao maior caso anterior do setor. Ambas as reportagens confirmam que o roubo é cerca de quatro vezes maior que o da Bybit, em 2025, de aproximadamente US$ 1,5 bilhão, também atribuído a hackers norte-coreanos.

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A reposição foi anunciada pela Binance, e as duas reportagens registram o número como declaração da empresa. Veja como cada veículo descreveu a operação:

  • Poder360: a Binance repôs US$ 6 bilhões com recursos próprios, comprando tokens de substituição.
  • InfoMoney: a empresa substituiu cerca de 90% das criptomoedas roubadas com tesouro corporativo, fundos de emergência e fundos de seguro.

As duas versões descrevem a origem do dinheiro de formas diferentes. Os US$ 6 bilhões e os 90% também não batem exatamente com o total de US$ 6,3 bilhões, e a checagem não conseguiu conciliar essas cifras.

O que não está confirmado

O valor do roubo é o ponto mais frágil. A cifra de US$ 6,3 bilhões aparece nas duas reportagens, mas o InfoMoney também relata que os atacantes tentaram retirar mais de US$ 6 bilhões. Nenhuma fonte consultada trouxe um balanço que feche o número, então ele deve ser lido como o valor divulgado, e não como total auditado.

Só o Poder360 relata que os tokens que faltam para completar a reposição são menos líquidos e podem levar mais tempo para serem comprados. Não encontramos outra fonte independente para esse trecho.

Ainda segundo o Poder360, a TRM Labs e a Chainalysis também apontam hackers norte-coreanos como responsáveis. A mesma reportagem diz que a TRM Labs identificou ataques a carteiras da Binance em 10 blockchains, com a maior parte dos fundos transferida em cerca de 20 minutos. Essas informações não aparecem em outra fonte consultada.

Sobre a porta de entrada do ataque, o Poder360 registra que a Binance informou que a violação pode ter começado com um laptop hackeado de um engenheiro, o que teria permitido saques não autorizados, e que foram identificados pontos adicionais de violação. Segundo a mesma reportagem, a empresa afirmou:

“Esse foi um ataque complexo.”

Os detalhes da reabertura dos saques aparecem apenas no InfoMoney. Segundo a reportagem, a primeira fase liberou 15 tokens, entre eles Ether, USDT e USDC, de forma gradual e priorizando os ativos conforme a demanda dos usuários. Os saques foram retomados em 12 redes, como Ethereum, BNB Smart Chain, XRP e Base, por volta das 19h30 (horário de Cingapura).

Quanto ao prejuízo, o InfoMoney cita comunicado da Binance: “Nosso compromisso permanece inalterado: a Binance assumirá o impacto financeiro dos fundos roubados. Essas perdas não serão repassadas aos usuários.” A informação aparece em uma única reportagem e é uma promessa da empresa, ainda sem balanço público que a detalhe.

Contexto

O caso se soma a uma sequência de ataques a corretoras e plataformas de cripto atribuídos a grupos ligados à Coreia do Norte. O roubo à Bybit, em 2025, era até agora o maior registrado no setor, e o ataque à Binance é cerca de quatro vezes maior, segundo as duas reportagens.

O que ainda não se sabe

  • Quais ativos específicos foram recuperados e quais continuam desaparecidos. Não há lista pública de ativos recuperados.
  • Qual será o custo final para a Binance, já que a empresa não detalhou o balanço do ressarcimento.
  • Quais são os limites de saque além da abordagem gradual. As reportagens não informam teto por usuário nem prazo para a liberação de todos os tokens.
  • Como a invasão do laptop de um engenheiro levou aos pontos adicionais de violação, e quais são esses pontos. A própria Binance disse, segundo o Poder360, que ainda reúne os fatos: “Ainda estamos reunindo os fatos e compartilharemos mais diretamente assim que os tivermos.”
  • Qual é o valor exato do roubo, já que as reportagens divulgam cifras diferentes.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

4 confirmado9 só uma fonte1 versões divergem
  1. Confirmado

    A Binance retomou os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins no domingo (1º.nov.2026), cerca de dois dias após suspendê-los.

    Fontes: Poder360, InfoMoney · Poder360 e InfoMoney relatam a retomada no domingo; InfoMoney cita suspensão havia mais de dois dias.
  2. Versões divergem

    Foram roubados US$ 6,3 bilhões em criptomoedas.

    Fontes: Poder360, InfoMoney · Poder360 diz US$ 6,3 bi roubados; InfoMoney diz que hackers tentaram retirar mais de US$ 6 bi. Os valores não são idênticos.
  3. Confirmado

    A Binance afirma ter reposto cerca de US$ 6 bilhões (cerca de 90%) dos ativos roubados.

    Fontes: Poder360, InfoMoney · Poder360 cita US$ 6 bi repostos; InfoMoney cita cerca de 90%. Ambos atribuem à Binance; é alegação da empresa.
  4. Confirmado

    A reposição usou recursos próprios, tesouro corporativo, fundos de emergência e de seguro.

    Fontes: Poder360, InfoMoney · Poder360 fala em recursos próprios; InfoMoney detalha tesouro, fundos de emergência e de seguro. Não há divergência real.
  5. Só uma fonte

    O restante dos ativos corresponde a tokens menos líquidos, que levam mais tempo para serem adquiridos.

    Fontes: Poder360 · Aparece apenas no Poder360.

Fontes consultadas 2

  1. 1Poder360Binance repõe US$ 6 bilhões dos ativos roubados e retoma saquespoder360.com.br
  2. 2InfoMoneyBinance retoma saques enquanto persistem dúvidas sobre maior hack já registradoinfomoney.com.br

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