Imposto do pecado manterá carga do IPI em 2027? O que diz o governo
Durigan diz que setores aceitaram manter em 2027 a carga do IPI sobre cigarros, bebidas e carros. A data de início da cobrança ainda não está confirmada.
Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

O governo enviou ao Congresso a Medida Provisória 1.399/2026, que regulamenta o chamado “imposto do pecado”.
A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite de 4 de novembro de 2026.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a carga do IPI será mantida nos setores atingidos em 2027.
Durigan afirma que o acordo foi fechado com as empresas.
Confirmamos a publicação da MP e o escopo do imposto.
Leia tambémA escala 5x2 ainda começa em dezembro, mesmo com pedido de mais prazo?A data de início da cobrança e a arrecadação estimada, porém, não estão confirmadas.
O que se confirma
A publicação da MP foi registrada pelo Poder360, pela Gazeta do Povo e pela CNN Brasil.
O texto tem força de lei a partir da publicação e precisa ser votado pelo Congresso.
O Imposto Seletivo incide sobre bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, cigarros e outros fumígenos, veículos, aeronaves e embarcações.
Ele substitui o IPI nesses segmentos.
Durante a transição, as alíquotas do IS correspondem às do IPI até 31 de dezembro de 2027, segundo o Poder360 e a Gazeta do Povo.
Os valores passam por fatores de conversão.
Pequenos fabricantes de bebidas alcoólicas terão redução de alíquotas.
O benefício vale para quem fornece até 250 mil litros de álcool por ano.
Bens minerais extraídos terão alíquota zero em 2027. O Poder360 e a Gazeta do Povo trazem a informação.
O texto permite reduzir os fatores de conversão por decreto, com base em cálculos da Receita Federal.
A Receita editará normas complementares para a aplicação.
As negociações começaram em julho com a CNI e com setores de veículos, bebidas, refrigerantes e tabaco.
Essa informação aparece no Poder360 e na CNN Brasil.
“Eu fiz um acordo com todos os setores impactados pelo imposto seletivo e os setores têm acordo para manter a carga do IPI para o imposto seletivo”, disse Dario Durigan
Segundo a CNN Brasil, a Fazenda vai enviar outra proposta para manter a cobrança do IPI sobre esses setores em janeiro de 2027, até o início do IS.
O que não está confirmado
Os pontos abaixo aparecem em apenas uma fonte. Por isso, são atribuídos a quem os publicou.
Não encontramos confirmação independente para eles.
- Alíquotas permanentes: a Gazeta do Povo informa projeto de lei até 31 de maio de 2027, para valer em 2028.
- Cigarros com preço tabelado: a Gazeta do Povo informa base de cálculo de 15% do preço final ao consumidor.
- Automóveis: a Gazeta do Povo informa alíquota zero para PcD, pessoas com TEA e taxistas, com requisitos da Receita.
- Caminhões de 3.500 kg ou mais ficam fora do imposto, segundo a Gazeta do Povo. Picapes seguem as regras gerais.
- Veículos de uso operacional das Forças Armadas e da segurança pública ficam fora, segundo a Gazeta do Povo.
- Tramitação: a CNN Brasil informa comissão mista, depois plenário da Câmara e, se aprovada, o Senado.
- Arrecadação: a CNN Brasil cita cerca de R$ 41,9 bilhões em 2027, segundo a proposta orçamentária do Planejamento.
- Durigan disse ao Poder360 que o IS busca desestimular o consumo de produtos nocivos, e não aumentar a arrecadação.
- O Poder360 informa que o IPI deixará de existir para a indústria em geral a partir de 2027.
A data de início da cobrança não está confirmada.
O Antagonista cita 2 de fevereiro de 2027 e atribui a data à regra da noventena.
A CNN Brasil relata que a equipe trabalha para cobrar a partir de fevereiro. Os textos consultados não fecham a mesma data.
Contexto
O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária sobre o consumo. Ele entra no lugar do IPI nos setores listados.
Para o governo, o objetivo principal não é arrecadar mais.
A intenção, segundo Durigan, é desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde.
As fontes consultadas não trazem estimativa do impacto sobre os preços ao consumidor.
Também não há posição detalhada das entidades do setor, a favor ou contra.
O que se sabe é o acordo com a CNI e com os setores citados.
Os argumentos das entidades ainda não aparecem nos textos publicados.
O que ainda não se sabe
- As alíquotas permanentes para 2028 ainda não foram definidas. Elas dependem de projeto de lei ainda não enviado.
- As fontes não informam alíquotas exatas por produto, nem específicas nem ad valorem.
- O destino específico da arrecadação não foi informado.
- Não há detalhamento sobre impacto no contrabando.
- Ainda não cotejamos o texto integral da MP publicado no Diário Oficial. Esta matéria se baseia nas reportagens consultadas.
O próximo passo é a tramitação da MP no Congresso.
A proposta sobre o IPI em janeiro de 2027 também precisa ser enviada e analisada.
O que checamos
Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.
- Confirmado
A MP 1.399/2026 foi publicada em edição extra do DOU na noite de 4 de novembro de 2026 e deve ser analisada pelo Congresso.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia, CNN Brasil · Poder360 cita edição extra do DOU de 4.nov; Gazeta e CNN confirmam o envio na quarta (4). Falta o texto oficial da MP. - Confirmado
O IS incide sobre bebidas alcoólicas, açucaradas, cigarros, veículos, aeronaves e embarcações e substitui o IPI nesses segmentos.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia · Ambas listam os produtos; Poder360 diz que o IS substitui o IPI nesses segmentos. - Confirmado
Na transição, as alíquotas do IS correspondem às do IPI, após fatores de conversão, até 31/12/2027.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia · Gazeta descreve a regra e o prazo; Poder360 trata da equivalência com o IPI e dos fatores de conversão. - Só uma fonte
Projeto de lei com as alíquotas permanentes será enviado até 31 de maio de 2027, para vigorar a partir de 2028.
Fontes: Gazeta do Povo Economia · Aparece como nota do Planalto reproduzida pela Gazeta. Poder360 só diz que a definição fica para 2028, sem a data. - Confirmado
Bens minerais extraídos têm alíquota zero em 2027.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia · Ambas as fontes trazem a regra de alíquota zero para minerais no período de transição.
Fontes consultadas 4
- 1Poder360Governo fala em negociar imposto do pecado com setorespoder360.com.br
- 2Gazeta do Povo EconomiaGoverno envia ao Congresso MP que regulamenta “imposto do pecado”gazetadopovo.com.br
- 3CNN BrasilGoverno envia MP do “Imposto do Pecado” ao Congresso Nacionalcnnbrasil.com.br
- 4O AntagonistaImposto do pecado e Selic a 13,75%: os primeiros sinais do novo governo Lulaoantagonista.com.br
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