sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Imposto Seletivo

Imposto do pecado manterá carga do IPI em 2027? O que diz o governo

Durigan diz que setores aceitaram manter em 2027 a carga do IPI sobre cigarros, bebidas e carros. A data de início da cobrança ainda não está confirmada.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
5 min de leitura 4 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Retrato oficial de Dario Durigan, homem de terno em fundo neutro
Dario Durigan, ministro da Fazenda, em retrato oficial (foto de arquivo, 2023) Foto: Diogo Zacarias (Public domain), via Wikimedia Commons

O governo enviou ao Congresso a Medida Provisória 1.399/2026, que regulamenta o chamado “imposto do pecado”.

A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite de 4 de novembro de 2026.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a carga do IPI será mantida nos setores atingidos em 2027.

Durigan afirma que o acordo foi fechado com as empresas.

Confirmamos a publicação da MP e o escopo do imposto.

Vista noturna, de longa exposição, do prédio do Supremo Tribunal Federal em Brasília, a partir do Palácio do PlanaltoLeia tambémA escala 5x2 ainda começa em dezembro, mesmo com pedido de mais prazo?

A data de início da cobrança e a arrecadação estimada, porém, não estão confirmadas.

O que se confirma

A publicação da MP foi registrada pelo Poder360, pela Gazeta do Povo e pela CNN Brasil.

O texto tem força de lei a partir da publicação e precisa ser votado pelo Congresso.

O Imposto Seletivo incide sobre bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, cigarros e outros fumígenos, veículos, aeronaves e embarcações.

Ele substitui o IPI nesses segmentos.

Durante a transição, as alíquotas do IS correspondem às do IPI até 31 de dezembro de 2027, segundo o Poder360 e a Gazeta do Povo.

Os valores passam por fatores de conversão.

Pequenos fabricantes de bebidas alcoólicas terão redução de alíquotas.

O benefício vale para quem fornece até 250 mil litros de álcool por ano.

Bens minerais extraídos terão alíquota zero em 2027. O Poder360 e a Gazeta do Povo trazem a informação.

O texto permite reduzir os fatores de conversão por decreto, com base em cálculos da Receita Federal.

A Receita editará normas complementares para a aplicação.

As negociações começaram em julho com a CNI e com setores de veículos, bebidas, refrigerantes e tabaco.

Essa informação aparece no Poder360 e na CNN Brasil.

“Eu fiz um acordo com todos os setores impactados pelo imposto seletivo e os setores têm acordo para manter a carga do IPI para o imposto seletivo”, disse Dario Durigan

Segundo a CNN Brasil, a Fazenda vai enviar outra proposta para manter a cobrança do IPI sobre esses setores em janeiro de 2027, até o início do IS.

O que não está confirmado

Os pontos abaixo aparecem em apenas uma fonte. Por isso, são atribuídos a quem os publicou.

Não encontramos confirmação independente para eles.

  • Alíquotas permanentes: a Gazeta do Povo informa projeto de lei até 31 de maio de 2027, para valer em 2028.
  • Cigarros com preço tabelado: a Gazeta do Povo informa base de cálculo de 15% do preço final ao consumidor.
  • Automóveis: a Gazeta do Povo informa alíquota zero para PcD, pessoas com TEA e taxistas, com requisitos da Receita.
  • Caminhões de 3.500 kg ou mais ficam fora do imposto, segundo a Gazeta do Povo. Picapes seguem as regras gerais.
  • Veículos de uso operacional das Forças Armadas e da segurança pública ficam fora, segundo a Gazeta do Povo.
  • Tramitação: a CNN Brasil informa comissão mista, depois plenário da Câmara e, se aprovada, o Senado.
  • Arrecadação: a CNN Brasil cita cerca de R$ 41,9 bilhões em 2027, segundo a proposta orçamentária do Planejamento.
  • Durigan disse ao Poder360 que o IS busca desestimular o consumo de produtos nocivos, e não aumentar a arrecadação.
  • O Poder360 informa que o IPI deixará de existir para a indústria em geral a partir de 2027.

A data de início da cobrança não está confirmada.

O Antagonista cita 2 de fevereiro de 2027 e atribui a data à regra da noventena.

A CNN Brasil relata que a equipe trabalha para cobrar a partir de fevereiro. Os textos consultados não fecham a mesma data.

Contexto

O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária sobre o consumo. Ele entra no lugar do IPI nos setores listados.

Para o governo, o objetivo principal não é arrecadar mais.

A intenção, segundo Durigan, é desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde.

As fontes consultadas não trazem estimativa do impacto sobre os preços ao consumidor.

Também não há posição detalhada das entidades do setor, a favor ou contra.

O que se sabe é o acordo com a CNI e com os setores citados.

Os argumentos das entidades ainda não aparecem nos textos publicados.

O que ainda não se sabe

  • As alíquotas permanentes para 2028 ainda não foram definidas. Elas dependem de projeto de lei ainda não enviado.
  • As fontes não informam alíquotas exatas por produto, nem específicas nem ad valorem.
  • O destino específico da arrecadação não foi informado.
  • Não há detalhamento sobre impacto no contrabando.
  • Ainda não cotejamos o texto integral da MP publicado no Diário Oficial. Esta matéria se baseia nas reportagens consultadas.

O próximo passo é a tramitação da MP no Congresso.

A proposta sobre o IPI em janeiro de 2027 também precisa ser enviada e analisada.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

7 confirmado6 só uma fonte1 versões divergem
  1. Confirmado

    A MP 1.399/2026 foi publicada em edição extra do DOU na noite de 4 de novembro de 2026 e deve ser analisada pelo Congresso.

    Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia, CNN Brasil · Poder360 cita edição extra do DOU de 4.nov; Gazeta e CNN confirmam o envio na quarta (4). Falta o texto oficial da MP.
  2. Confirmado

    O IS incide sobre bebidas alcoólicas, açucaradas, cigarros, veículos, aeronaves e embarcações e substitui o IPI nesses segmentos.

    Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia · Ambas listam os produtos; Poder360 diz que o IS substitui o IPI nesses segmentos.
  3. Confirmado

    Na transição, as alíquotas do IS correspondem às do IPI, após fatores de conversão, até 31/12/2027.

    Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia · Gazeta descreve a regra e o prazo; Poder360 trata da equivalência com o IPI e dos fatores de conversão.
  4. Só uma fonte

    Projeto de lei com as alíquotas permanentes será enviado até 31 de maio de 2027, para vigorar a partir de 2028.

    Fontes: Gazeta do Povo Economia · Aparece como nota do Planalto reproduzida pela Gazeta. Poder360 só diz que a definição fica para 2028, sem a data.
  5. Confirmado

    Bens minerais extraídos têm alíquota zero em 2027.

    Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia · Ambas as fontes trazem a regra de alíquota zero para minerais no período de transição.

Fontes consultadas 4

  1. 1Poder360Governo fala em negociar imposto do pecado com setorespoder360.com.br
  2. 2Gazeta do Povo EconomiaGoverno envia ao Congresso MP que regulamenta “imposto do pecado”gazetadopovo.com.br
  3. 3CNN BrasilGoverno envia MP do “Imposto do Pecado” ao Congresso Nacionalcnnbrasil.com.br
  4. 4O AntagonistaImposto do pecado e Selic a 13,75%: os primeiros sinais do novo governo Lulaoantagonista.com.br

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