Após falha em injeção letal, governador do Tennessee suspende execuções
Segundo os advogados, Pike sente dor constante após duas doses de pentobarbital. Bill Lee suspendeu as execuções deste ano e pediu investigação sobre a falha.
Informações confirmadas em 4 fontes independentes. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Christa Pike, condenada à morte no Tennessee pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal em 30 de setembro. Em declaração divulgada por seus advogados, ela afirmou sentir dor constante e disse ter acordado confusa em uma cama de hospital. A checagem confirmou a condenação, as doses aplicadas e a suspensão das execuções. Os detalhes sobre a causa da falha ainda não foram verificados de forma independente.
O que se confirma
CNN Brasil, g1, Metrópoles e SBT News confirmam a condenação de Pike, hoje com 50 anos. As fontes divergem sobre a idade dela na época do crime: o SBT News diz 17 anos e o Metrópoles diz 18.
Pike recebeu duas doses de pentobarbital durante a tentativa de 30 de setembro e não morreu. CNN Brasil, g1, Metrópoles e SBT News relatam o episódio. Segundo o Death Penalty Information Center, citado pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, ela é a única pessoa conhecida a sobreviver à injeção de substâncias letais em uma execução.
Leia tambémDrone atinge plataforma ferroviária em Dnipro: quem está por trás do ataque?O relato sobre dor e confusão aparece em CNN Brasil, g1, Metrópoles e SBT News, na declaração que os advogados divulgaram. Em trecho publicado pelo g1, Pike descreveu o que sente:
“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor. Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar. E a dor não é apenas física; há dor em minha mente e em minha alma.”
Na mesma declaração, ela criticou a falha: “Sinto-me profundamente ferida pela incompetência que colocou tantas pessoas nesta situação terrível. Continuo pensando na família da minha vítima e na dor e na perda terríveis que eles tiveram de suportar.”
Metrópoles e SBT News confirmam que Pike voltou à prisão e segue em tratamento na enfermaria do Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, em Nashville. Os mesmos dois veículos informam que os advogados pediram a conversão da pena em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas para este ano e determinou investigação sobre a falha. As quatro fontes confirmam a medida. As causas exatas seguem em apuração, e ainda não há resultado final.
O que não está confirmado
Alguns detalhes aparecem em uma única fonte, e por isso não entram como fato. O Metrópoles publicou que a tentativa ocorreu na prisão de Riverbend, em Nashville, mas nenhuma outra fonte consultada confirma o local.
Ainda segundo o Metrópoles, a equipe levou mais de uma hora e cerca de 10 agulhas para conseguir acesso venoso. A informação vem da defesa e de testemunhas, e não foi verificada de forma independente. Os advogados também afirmam que o medicamento pode ter vazado para o tecido do braço, causando inchaço, queimaduras e bolhas. Essa hipótese é da defesa.
O Metrópoles publicou que Frank Strada, chefe do sistema prisional do estado, pediu demissão. Nenhuma outra fonte consultada trata desse ponto.
O SBT News informou que a Justiça do Tennessee determinou a preservação de provas, como seringas, tubos intravenosos, embalagens e documentos sobre os medicamentos. Nenhuma outra fonte consultada menciona essa decisão.
Na petição anterior, os advogados alegaram que o novo protocolo de injeção letal não foi testado e não prevê medidas de salvamento caso a execução falhe. Só a CNN Brasil publicou essa alegação.
As fontes descrevem o quadro clínico como grave, com Pike em estado crítico, inconsciente e em ventilação mecânica. Porém, o tempo de internação diverge:
- CNN Brasil: cerca de 10 dias;
- Metrópoles: uma semana;
- SBT News: alta em 10 de outubro.
Contexto
Segundo o Metrópoles, que é a única fonte para isso, Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. O SBT News afirma que ela cometeu o crime com o então namorado, Tadaryl Shipp. Nenhuma outra fonte consultada menciona esse nome.
Segundo a CNN Brasil, os advogados já haviam pedido o adiamento da execução em janeiro, levantando questionamentos sobre o novo protocolo. Essa informação vem de uma única fonte.
Segundo o relato de Pike, ela passou 28 anos em confinamento solitário. O dado aparece apenas na CNN Brasil.
O que ainda não se sabe
- O resultado final da investigação estadual sobre a falha.
- Se o estado tentará executar Pike novamente. As fontes não trazem definição sobre isso.
- As causas exatas da falha, além da versão da defesa.
- Quantas execuções por injeção letal tiveram problemas semelhantes nos EUA. As fontes não trazem esse levantamento.
- A posição atual do debate sobre pena de morte nos EUA, além do caso de Pike. As fontes não trazem dados sobre isso.
- A decisão sobre o pedido de prisão perpétua.
O que checamos
Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.
- Confirmado
Christa Pike, 50 anos, foi condenada à morte pelo assassinato da colega Colleen Slemmer em 1995; a idade no crime varia (17 ou 18).
Fontes: CNN Brasil, g1, Metrópoles, SBT News · Condenação, vítima e ano aparecem em todas as fontes. A idade no crime diverge: 17 (SBT) e 18 (Metrópoles); deve ficar fora do texto. - Confirmado
Pike sobreviveu a duas doses de pentobarbital em tentativa de execução em 30 de setembro.
Fontes: CNN Brasil, Metrópoles, SBT News · CNN, Metrópoles e SBT citam duas doses de pentobarbital em 30/9. O g1 menciona duas doses letais. - Só uma fonte
A tentativa ocorreu na prisão de Riverbend, em Nashville.
Fontes: Metrópoles · Só o Metrópoles cita a prisão de Riverbend. - Só uma fonte
A equipe levou mais de uma hora e cerca de 10 agulhas para obter acesso venoso, segundo defesa e testemunhas.
Fontes: Metrópoles · Apenas o Metrópoles traz esse relato; deve ser atribuído. - Só uma fonte
Segundo os advogados, o medicamento pode ter vazado para o tecido do braço, causando inchaço, queimaduras e bolhas.
Fontes: Metrópoles · Hipótese da defesa, relatada só pelo Metrópoles; usar atribuída e como hipótese.
Fontes consultadas 4
- 1CNN BrasilSobrevivente da injeção letal nos EUA quebra silêncio: “Dor na alma”cnnbrasil.com.br
- 2g1Mulher que sobreviveu a injeção letal nos EUA disse que acordou 'confusa e com dor'g1.globo.com
- 3MetrópolesDetenta que sobreviveu à injeção letal nos EUA diz estar com "dor na alma"metropoles.com
- 4SBT NewsSobrevivente de injeção letal diz estar com "dor na alma"sbtnews.sbt.com.br
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