quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Juros e inflação

Selic em 13,75%: o que muda no crédito de quem vai pegar empréstimo agora?

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano e o Brasil lidera o ranking de juro real entre 40 países, com 9,49%. Veja o que o número significa para o crédito.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
5 min de leitura 4 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Fachada do edifício-sede do Banco Central do Brasil em Brasília, com linhas retas e vidro.
Fachada do edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, instituição que decide a taxa Selic. Foto: Алексей Крашенинников (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, e o Brasil segue com a maior taxa de juros reais entre os 40 países do ranking.

O levantamento é da MoneYou e da Lev Intelligence.

Confirmamos a decisão do Copom e a liderança brasileira no ranking.

Outros números aparecem em uma fonte só e estão atribuídos ao longo do texto.

O que se confirma

O Copom decidiu por unanimidade manter a Selic em 13,75% ao ano. A CNN Brasil e o Metrópoles confirmam a decisão.

Arte da editoria EconomiaLeia tambémEmprego formal segue positivo em 12 meses, mesmo com setembro abaixo do esperado

Com a manutenção, o comitê interrompeu o ciclo de cortes que vinha em andamento.

Os dois veículos registram essa mudança de rumo.

O juro real do Brasil está em 9,49%, o primeiro lugar entre os 40 países. g1 e InfoMoney confirmam o número.

Em termos nominais, a Selic aparece em quarto lugar.

Turquia (36%), Argentina (29%) e Rússia (14%) estão à frente, segundo g1 e InfoMoney.

O juro real é a taxa nominal menos a inflação prevista para os próximos 12 meses. g1 e InfoMoney confirmam esse cálculo.

Entre 164 países analisados, 85,98% mantiveram os juros, 9,15% elevaram e 4,88% cortaram.

No grupo de 40, os percentuais são 85%, 10% e 5%.

As expectativas de inflação do Focus estão em 5,2% para 2026 e 4,8% para 2027. A meta é de 3%.

CNN Brasil e Metrópoles confirmam os números.

O comunicado do Copom não sinaliza a tendência para a próxima reunião, em dezembro. CNN Brasil e Metrópoles confirmam.

“demandando serenidade e cautela na sua condução”, disse o Copom no comunicado

O Copom descreveu um cenário de Selic substancialmente contracionista e maior incerteza.

CNN Brasil e Metrópoles confirmam essa leitura.

O que não está confirmado

Segundo o g1, a Turquia tem 7,77% de juro real, seguida pela Argentina, com 6,80%, e pela Rússia, com 6,57%.

Nenhuma outra fonte consultada traz esses números.

Ainda segundo o g1, a distância para o segundo colocado é de 1,72 ponto percentual, contra 1,66 em setembro.

Não encontramos confirmação em outro veículo.

O Metrópoles afirmou que o mercado esperava majoritariamente a manutenção da Selic.

Já os dados da MoneYou, citados pelo InfoMoney, mostravam 50% de chance de corte de 0,25 ponto, 45% de manutenção e 5% de corte de 0,50 ponto.

As fontes divergem sobre a aposta do mercado.

Por isso, não confirmamos que a manutenção fosse a expectativa majoritária antes da decisão.

Segundo o InfoMoney, a posição do Brasil no ranking não mudaria em nenhum dos cenários. Só essa fonte traz a informação.

Segundo o Metrópoles, desde a reunião de 16 de setembro houve piora no ambiente interno e externo.

A guerra no Oriente Médio elevou o petróleo. Só essa fonte traz o trecho.

Ainda segundo o Metrópoles, o Copom apontou moderação da atividade e mercado de trabalho resiliente.

A mesma fonte afirma que as projeções de inflação pioraram.

O Metrópoles também informou que a previsão de Selic é de 11,75% em 2027 e de 10% em 2028 e 2029.

Não encontramos esses dados em outra fonte.

Segundo o Metrópoles, subir os juros tende a reduzir consumo e investimentos, com crédito mais caro.

Essa é uma expectativa citada pela fonte, sem dado de impacto.

Segundo o g1, a MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação reduziu os juros reais na maioria dos países.

Só o g1 publicou essa leitura.

Ainda segundo o g1, a MoneYou apontou dúvidas sobre a trajetória dos juros no Brasil após as eleições.

Essa avaliação aparece apenas nessa fonte.

Contexto

A Selic é o principal instrumento de controle da inflação. Cabe ao Copom decidir se a taxa será cortada, mantida ou elevada.

Juro real é o que sobra da taxa nominal depois de descontada a inflação esperada.

Por isso, uma Selic alta com inflação projetada menor eleva o juro real.

O Metrópoles diz que a Selic ficou em 15% por cinco reuniões seguidas antes do ciclo de cortes.

A CNN Brasil cita cinco cortes no ciclo. Só o Metrópoles traz o dado de 15%.

Sobre a inflação, Jason Vieira, economista-chefe da MoneYou e Lev Intelligence, disse o seguinte, segundo o InfoMoney:

“O conflito Irã-EUA nos preços alterou a dinâmica das projeções globais de inflação para os próximos 12 meses”, disse Jason Vieira

Segundo o g1, o conflito no Oriente Médio pode pressionar os combustíveis no Brasil.

A informação não foi confirmada por outra fonte.

O que ainda não se sabe

Não encontramos dados sobre o impacto da Selic em 13,75% no crédito às famílias e às empresas, nem sobre o emprego.

As projeções disponíveis vão até 2026 apenas para a inflação, via Focus.

Não localizamos projeção de Selic para o fim de 2026.

A próxima reunião do Copom é em dezembro. O comunicado não indica se a taxa será mantida, cortada ou elevada.

A CNN Brasil mencionou uma análise sobre o plano do governo Lula, mas o conteúdo não estava disponível para a checagem.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

7 confirmado7 só uma fonte
  1. Confirmado

    O Copom decidiu por unanimidade manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes.

    Fontes: CNN Brasil, Metrópoles · CNN e Metrópoles relatam voto unânime e manutenção em 13,75%; Metrópoles menciona o fim do ciclo de cortes.
  2. Só uma fonte

    A Selic ficou em 15% por cinco reuniões consecutivas antes do ciclo de cortes.

    Fontes: Metrópoles · Só o Metrópoles afirma isso. A CNN fala em cinco cortes, não em cinco reuniões a 15%.
  3. Confirmado

    O juro real do Brasil é de 9,49%, o maior entre os 40 países do ranking MoneYou/Lev Intelligence.

    Fontes: g1 Economia, InfoMoney · g1 e InfoMoney trazem 9,49% e a liderança; a CNN confirma a liderança, com juro 'acima de 9%'.
  4. Só uma fonte

    Turquia (7,77%), Argentina (6,80%) e Rússia (6,57%) ocupam 2º, 3º e 4º lugares em juros reais.

    Fontes: g1 Economia · Os valores e a ordem aparecem só no g1. O InfoMoney cita apenas os nomes à frente de Colômbia, sem números.
  5. Só uma fonte

    A distância para o segundo colocado é de 1,72 p.p., contra 1,66 p.p. em setembro, quando a Rússia era a segunda.

    Fontes: g1 Economia · Somente o g1 traz esses números de distância.

Fontes consultadas 4

  1. 1CNN BrasilBrasil mantém maior taxa de juros reais do mundo após manutenção da Seliccnnbrasil.com.br
  2. 2g1 EconomiaBrasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja rankingg1.globo.com
  3. 3InfoMoneyBrasil segue com maior juro real do mundo, mesmo com manutenção da Selic em 13,75%infomoney.com.br
  4. 4MetrópolesCopom mantém taxa Selic e juros ficam em 13,75% ao anometropoles.com

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