sábado, 7 de novembro de 2026
Análise da Verdade

Ueno, Peña e o impeachment: o que o G1 contou e o que ficou de fora da crise no Paraguai

A cronologia do G1 confere nos pontos principais, mas omite o pedido de prazo de Peña ao Senado e erra ou não confirma detalhes, como o nome do presidente do Ueno.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
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Faltou contexto

Os fatos publicados pelo G1 se confirmam, mas outras fontes trazem informação que muda a leitura e não estava no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Sessão no plenário do Congresso Nacional do Paraguai, com parlamentares sentados em fileiras.
Plenário do Congresso paraguaio, em Assunção, onde a Câmara abriu o processo de impeachment de Peña (foto de arquivo, 2023). Foto: Governo do Estado de São Paulo (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

A essência do que o G1 publicou se confirma: o Ueno foi liquidado, Peña foi acionista do grupo até março de 2025 e a Câmara abriu o impeachment.

Mas o texto deixou de fora a defesa de Peña, que pediu 72 horas ao Senado, e a aprovação do impeachment pelo Senado não aparece nas fontes numeradas.

Por que isso aconteceu

A crise começou quando o Banco Central liquidou o Ueno, banco digital do Grupo Vázquez, por insuficiência de recursos ligada a empréstimos a empresas do grupo.

Cerca de 3 milhões de clientes ficaram sem acesso aos depósitos.

A oposição acusa Peña de conflito de interesses por ter sido acionista do grupo até março de 2025, e de ter nomeado para o Banco Central Carlos Carvallo, ex-dirigente do Ueno, que depois renunciou ao cargo, segundo a Agência Brasil.

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Peña anunciou a renúncia em nome da estabilidade e da preservação das instituições.

A Agência Brasil explica que o impeachment importa porque presidente cassado perde o cargo de senador vitalício e o foro privilegiado.

Segundo a Jovem Pan, oito dirigentes do Ueno foram presos e 27 pessoas foram acusadas, com bloqueio de bens.

O outro lado

Segundo a Revista Oeste, Peña pediu ao Senado 72 horas para preparar a defesa.

Ele alega que recebeu a notificação às 22h15 de quinta-feira, com acusação de 15 páginas e cerca de 300 de anexos, e que menos de 12 horas não bastam para uma defesa adequada.

Segundo a Jovem Pan, ele escreveu no X que os responsáveis deverão responder judicialmente, "independentemente de quem sejam", e pediu que os setores políticos coloquem o interesse dos poupadores em primeiro lugar.

A Jovem Pan também registra que uma lei foi promulgada para acelerar a devolução dos depósitos.

Segundo a Agência Brasil, o presidente do Congresso, Bachi Núñez, dizia dias antes que Peña não poderia ser responsabilizado porque o Banco Central tem autonomia institucional.

O que ficou de fora do texto do G1

  • Peña pediu 72 horas ao Senado para preparar a defesa, alegando que foi notificado às 22h15 de quinta-feira (Revista Oeste)
  • Peña disse no X que os responsáveis deverão responder judicialmente e que uma lei foi promulgada para acelerar a devolução dos depósitos (Jovem Pan)
  • Oito dirigentes do Ueno foram presos e 27 pessoas foram acusadas, com bloqueio de bens (Jovem Pan)
  • O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, foi dirigente do Ueno até 2023 e renunciou ao cargo (Agência Brasil)
  • O Partido Colorado, de Peña, cobrou a renúncia, e Horacio Cartes disse que a legenda não estará ao lado do "latrocínio de fundos públicos" (Agência Brasil)
  • A Câmara aprovou o impeachment por unanimidade (Revista Oeste) (Agência Brasil)

Como o G1 contou a história

O G1 montou uma cronologia centrada no avanço da oposição e na disputa em torno da renúncia, e trata o impeachment como já consumado no Senado, algo que as fontes numeradas não mostram.

Não ouve Peña, que pede mais prazo para se defender e diz que os responsáveis devem responder na Justiça, nem registra que a Câmara votou por unanimidade, com apoio do próprio Partido Colorado.

A Jovem Pan e a Revista Oeste dão mais espaço à defesa e aos nomes presos; a Agência Brasil destaca a pressão interna do partido do presidente e a nomeação de Carvallo.

Afirmação por afirmação

Cada afirmação da matéria do G1, conferida em outros veículos e fontes oficiais.

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  1. Confirmado

    O Banco Central do Paraguai liquidou o Ueno na terça-feira (3), por insuficiência de recursos ligada a empréstimos a empresas vinculadas ao banco.

    Fontes: Revista Oeste, Jovem Pan, Agência Brasil · A Jovem Pan cita insuficiência de recursos e empréstimos a empresas ligadas ao banco; a Revista Oeste fala em problemas nos índices de solvência.
  2. Confirmado

    O Ueno tinha cerca de 3 milhões de clientes e cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.

    Fontes: Revista Oeste, Jovem Pan, Agência Brasil · A Revista Oeste e a Jovem Pan trazem os mesmos números. A Agência Brasil fala em 2,9 milhões de correntistas e em cerca de 30% dos depósitos de fundos públicos.
  3. Confirmado

    Peña foi acionista do Grupo Vázquez, dono do Ueno, até março de 2025, e a oposição vê conflito de interesses.

    Fontes: Revista Oeste, Jovem Pan, Agência Brasil · A Jovem Pan, a Revista Oeste e a Agência Brasil registram a participação até março de 2025 e a acusação da oposição.
  4. Confirmado

    A Câmara aprovou a abertura do impeachment contra Peña mesmo depois do anúncio de renúncia, e o pedido contra o vice Pedro Alliana foi rejeitado.

    Fontes: Revista Oeste, Agência Brasil · A Agência Brasil e a Revista Oeste dizem que a Câmara aprovou o processo por unanimidade. A rejeição do pedido contra o vice não aparece nos textos, só na manchete da CNN Brasil.
  5. Impreciso

    A renúncia não foi votada por falta de quórum, depois que parlamentares colorados deixaram o plenário, e Peña seguiu no cargo.

    Fontes: Revista Oeste, Agência Brasil · A Revista Oeste confirma que o Congresso não analisou a renúncia por falta de quórum e que Peña seguia no cargo. A saída dos colorados do plenário só aparece no G1. A Agência Brasil diz que o próprio Partido Colorado apoiava o impeachment.

Fontes consultadas 5

  1. 1g1De escândalo bancário ao impeachment: veja a cronologia da crise no Paraguai que derrubou o presidenteg1.globo.com
  2. 2Revista OesteParaguai: Peña pede prazo de 72h para se defender de impeachmentrevistaoeste.com
  3. 3Jovem PanOposição pede impeachment do presidente do Paraguai após crise em banco digitaljovempan.com.br
  4. 4Agência BrasilPresidente do Paraguai renuncia em meio à crise bancária; vice assumeagenciabrasil.ebc.com.br
  5. 5Agência SenadoComissão de Relações Exteriores segue 'com atenção' crise no Paraguaiwww12.senado.leg.br

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