Lula tem aprovação maior que desaprovação, mas a vantagem é de só quatro pontos
Pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 30 de outubro e 2 de novembro; a diferença entre aprovação e desaprovação fica perto da margem de erro de dois pontos.
Informações confirmadas em 3 fontes independentes. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

A primeira pesquisa Quaest após a eleição mostra aprovação de 48% e desaprovação de 44%, segundo a Quaest.
Os números foram divulgados em 8 de novembro. CNN Brasil, g1 e InfoMoney confirmam o dado.
A reportagem a seguir separa o que as três fontes sustentam do que aparece em apenas uma.
O que se confirma
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 30 de outubro e 2 de novembro, segundo CNN Brasil e g1.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiança de 95%.
Leia tambémLula promete cobrar data de entrega de cada medida: a fala tem relação com o ajuste fiscal?Os dois veículos trazem o mesmo dado.
A aprovação ficou no mesmo patamar da rodada anterior. CNN Brasil e g1 confirmam essa estabilidade.
Lula foi reeleito para um quarto mandato, segundo CNN Brasil e g1.
Quatro prioridades para o próximo governo aparecem nas duas fontes, g1 e InfoMoney. Os percentuais vêm do InfoMoney:
- fim da escala 6x1: 17%;
- imposto zero na cesta básica: 16%;
- valorização do salário mínimo: 11%;
- pacto contra o feminicídio: 10%.
Entre os entrevistados, 48% dizem estar preocupados com o futuro do país e 44% se dizem otimistas. g1 e InfoMoney confirmam.
Segundo o InfoMoney, em dezembro de 2022 eram 54% preocupados e 41% otimistas.
O g1 confirma apenas a direção: a preocupação caiu e o otimismo subiu.
O que não está confirmado
Estes dados aparecem em uma só fonte. Por isso, são atribuídos a ela e não foram confirmados por outro veículo.
Segundo o g1, entre os otimistas, as razões citadas incluem a defesa da democracia, os programas sociais e a regulação das bets e das redes.
Ainda segundo o g1, entre os preocupados, os motivos mais citados são economia, dívida pública e juros, seguidos de violência e corrupção.
Segundo o InfoMoney, 27% citam economia, gastos, dívida e juros como o que mais preocupa no governo Lula.
Outros 17% citam segurança pública.
Ainda segundo o InfoMoney, 8% não souberam ou não quiseram responder à pergunta de aprovação.
O g1 também traz que 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo, percentual igual ao de dezembro de 2022.
Para o InfoMoney, 39% acham que a situação vai piorar nos próximos 12 meses, e 39% acham que vai melhorar.
Ainda segundo o InfoMoney, 73% veem Lula como líder forte. Outros 61% dizem que ele sabe o que está fazendo.
Na mesma pesquisa, 57% dizem que Lula não é honesto. Trata-se de percepção dos entrevistados, e não de fato apurado.
Segundo o InfoMoney, 70% esperam mais conflito com o Congresso no novo governo. Outros 46% esperam mais conflito com o STF.
Ainda segundo o InfoMoney, o saldo de Lula, de quatro pontos, é menor que o de FHC em 1998 (dez pontos), Dilma em 2014 (18) e Lula em 2006 (38).
Onde as fontes divergem
A rodada anterior da Quaest é o ponto em que os textos não convergem. Veja como cada veículo a descreve:
- CNN Brasil: aprovação estável e desaprovação caiu um ponto.
- g1: aprovação se manteve, e a rodada foi divulgada na véspera do segundo turno.
- InfoMoney: rodada de 24 de outubro, com 48% de aprovação e 45% de desaprovação, na véspera do primeiro turno.
Os 45% de desaprovação aparecem só no InfoMoney. Eles são compatíveis com a queda de um ponto informada pela CNN Brasil.
A data e o contexto dessa rodada não estão confirmados. Os textos não convergem sobre eles.
Contexto
A vantagem de quatro pontos é pequena diante da margem.
Na leitura desta checagem, a margem de dois pontos vale para cada percentual.
Por isso, a diferença entre aprovação e desaprovação fica perto do limite de incerteza.
Essa é uma análise do Use a Lógica, não um dado da pesquisa.
Os textos consultados não trazem reação de Flávio Bolsonaro ou de aliados sobre a pesquisa.
O que ainda não se sabe
Os textos não trazem a aprovação por renda, região ou escolaridade.
Por isso, não é possível dizer quais grupos mais aprovam ou desaprovam o governo.
Não há detalhamento sobre a divisão na direita nem nomes de lideranças nesse cenário.
A metodologia completa, com modo de coleta, cotas e pesos, não aparece nos textos. O relatório da Quaest não foi consultado.
A série histórica de aprovação de Lula, além das comparações citadas, também não está disponível.
O que checamos
Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.
- Confirmado
Aprovação de 48% e desaprovação de 44% do governo Lula, segundo a Quaest, divulgada em 8 de novembro.
Fontes: CNN Brasil, g1, InfoMoney · CNN, g1 e InfoMoney trazem os mesmos números, divulgados no domingo (8). - Confirmado
A aprovação ficou no mesmo patamar da rodada anterior e a desaprovação caiu um ponto percentual.
Fontes: CNN Brasil, InfoMoney · CNN diz aprovação inalterada e desaprovação um ponto menor; InfoMoney traz a rodada anterior com 48% e 45%. - Só uma fonte
A aprovação é a mais alta desde o início de agosto e a desaprovação está no menor patamar desde janeiro.
Fontes: g1 · Só o g1 traz essa comparação histórica, atribuída aos dados da Quaest. - Confirmado
Foram ouvidas 2.004 pessoas entre 30/10 e 2/11, com margem de erro de 2 pontos e confiança de 95%.
Fontes: CNN Brasil, g1 · CNN e g1 trazem a mesma ficha técnica. O InfoMoney, no trecho fornecido, não a menciona. - Só uma fonte
8% não souberam ou não responderam à pergunta de aprovação.
Fontes: InfoMoney · Só o InfoMoney traz o dado. É compatível com 48% + 44%, mas não há segunda fonte.
Fontes consultadas 3
- 1CNN BrasilQuaest: 48% aprovam governo Lula; desaprovação é de 44%cnnbrasil.com.br
- 2g1Quaest: 48% aprovam e 44% desaprovam governo Lula na primeira pesquisa após a eleiçãog1.globo.com
- 3InfoMoneyApós eleição, 48% aprovam e 44% desaprovam governo Lula; economia é maior preocupaçãoinfomoney.com.br
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