Restrição nacional ao frango brasileiro cai no Uruguai, e Santa Catarina segue fora
O Uruguai liberou a compra de produtos avícolas de todos os estados após 19 dias. Só uma área de Santa Catarina afetada pela doença de Newcastle continua suspensa.
Informações confirmadas em 4 fontes independentes. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

O Uruguai liberou a compra de produtos avícolas de todos os estados brasileiros.
A exceção é uma área de Santa Catarina atingida pela doença de Newcastle.
A decisão foi anunciada na sexta-feira (6 de novembro de 2026).
Poder360, Gazeta do Povo, Revista Oeste e O Antagonista publicaram a informação.
A checagem confirma o principal: a restrição de alcance nacional acabou e só a área catarinense segue limitada.
Leia tambémPor que a Binance trocou o diretor financeiro após o ataque de US$ 6,3 bi?Os pontos que ainda dependem de confirmação estão no fim do texto.
O que se confirma
As quatro fontes confirmam que a medida encerra a última restrição de alcance nacional contra o setor avícola brasileiro.
O primeiro foco da doença foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste catarinense.
Poder360, Revista Oeste e O Antagonista confirmam.
A área de restrição reúne quatro municípios: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Poder360, Revista Oeste e O Antagonista citam a mesma lista.
As restrições que ainda pesam equivalem a cerca de 15 mil toneladas por mês.
Isso é 3% das exportações mensais estimadas em 500 mil toneladas, segundo as quatro fontes.
O Brasil levou 19 dias para reverter os embargos nacionais. No Rio Grande do Sul, em 2024, o processo levou 74 dias.
Poder360 e Revista Oeste confirmam.
Gazeta do Povo e O Antagonista listam os países que ainda restringem produtos de Santa Catarina: China, Chile, Peru, Turquia, Paraguai, Uzbequistão e integrantes da União Econômica Eurasiática.
O que não está confirmado
O número de países que mantêm a restrição é o ponto mais divergente. As fontes não batem.
- Poder360 e Revista Oeste, citando o Mapa: 11 países.
- Gazeta do Povo e O Antagonista: 10 países.
Com os dados disponíveis, a checagem não consegue fechar essa conta.
Só o Poder360 afirma que a decisão veio após o Uruguai reconhecer a regionalização do foco.
Nenhuma outra fonte consultada confirma esse ponto.
O Poder360 também é a única fonte para outros detalhes: focos em Coronel Freitas e Nova Erechim, emergência zoossanitária por 60 dias em 4 municípios e a eliminação das aves nas propriedades afetadas.
Segundo o Poder360, o Ministério da Agricultura afirma que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial continua seguro.
Nenhuma outra fonte traz essa informação.
Revista Oeste é a única fonte que cita a participação do Mapa, do Itamaraty e da Cidasc nas negociações.
Os demais veículos não tratam do tema.
O Poder360 diz também que o governo pretende negociar com os mercados que mantêm restrições para limitá-las às áreas afetadas.
Não há outra fonte para essa afirmação.
Contexto
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa entre aves.
Pode causar problemas respiratórios, digestivos e neurológicos, além de alta mortalidade.
A regionalização permite que um país importador limite a restrição à área onde o foco foi registrado.
Assim, o restante do território brasileiro não é suspenso.
Segundo Gazeta do Povo e O Antagonista, México, Uruguai e Malásia chegaram a adotar restrições nacionais.
A Malásia depois limitou o embargo a Santa Catarina, e o México revogou as medidas.
A Gazeta do Povo também diz que o Uruguai proibiu temporariamente a entrada de aves suscetíveis e seus produtos, com exceções para mercadorias tratadas para inativar o vírus.
O que ainda não se sabe
- O motivo específico da suspensão inicial pelo Uruguai. As fontes falam apenas em ocorrência sanitária.
- As condições para Santa Catarina ser liberada pelo Uruguai ou pelos demais países.
- O impacto direto para os exportadores de frango catarinenses, além da estimativa agregada.
- Um cronograma para as negociações com os países que ainda restringem a região.
- Se a emergência zoossanitária foi prorrogada ou encerrada após os 60 dias.
O que checamos
Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.
- Confirmado
O Uruguai retomou a importação de produtos avícolas brasileiros de todos os estados, exceto da área/Santa Catarina, em decisão anunciada na sexta-feira (6.nov.2026).
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia, Revista Oeste, O Antagonista · Todas as fontes relatam a retomada e a exceção catarinense; só o Poder360 traz a data completa e fala em 'área sob restrição'. - Só uma fonte
A decisão ocorreu após o Uruguai reconhecer a regionalização do foco de Newcastle.
Fontes: Poder360 · Só o Poder360 diz que o Uruguai reconheceu a regionalização; a Revista Oeste explica o conceito, mas não atribui o reconhecimento ao Uruguai. - Confirmado
A medida encerra a última restrição comercial de abrangência nacional contra o setor avícola brasileiro.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo Economia, Revista Oeste, O Antagonista · Todas as fontes dizem que encerra a última restrição/suspensão de alcance nacional. - Confirmado
O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro em granja comercial de perus em Nova Itaberaba (SC).
Fontes: Poder360, Revista Oeste, O Antagonista · Poder360, Revista Oeste e O Antagonista citam a data e o local; a Gazeta do Povo cita o local sem a data. - Só uma fonte
Outros focos: Coronel Freitas (24 de outubro) e Nova Erechim (26 de outubro e 3 de novembro), dentro da área de restrição.
Fontes: Poder360 · Datas e a localização dentro da área aparecem só no Poder360; O Antagonista cita as cidades sem datas.
Fontes consultadas 4
- 1Poder360Uruguai libera importação de frango do Brasilpoder360.com.br
- 2Gazeta do Povo EconomiaUruguai retoma importação de aves do Brasil, mas mantém restrições a Santa Catarinagazetadopovo.com.br
- 3Revista OesteUruguai retoma importação de aves do Brasilrevistaoeste.com
- 4O AntagonistaUruguai libera importação de frango do Brasiloantagonista.com.br
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