G1 pauta a PEC da Segurança, mas o texto mistura datas e deixa pontos de fora
A pauta de terça (3) se confirma. O G1 erra a data do impasse, fala em 'retirada' sem dizer quando e omite a proposta de Rogério Marinho e o repasse de 50% dos fundos.
Os fatos publicados pelo G1 se confirmam, mas outras fontes trazem informação que muda a leitura e não estava no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

O fato central se confirma: Alcolumbre pautou a PEC da Segurança Pública para terça-feira (3). O texto do G1, porém, é confuso sobre a cronologia e deixa de fora detalhes da proposta da oposição e da PEC que aparecem nas outras fontes.
Por que isso aconteceu
A PEC da Segurança Pública é uma das prioridades do governo Lula no Congresso, segundo o Poder360. O Planalto quer aprová-la ainda neste ano, porque em 2027 o PL terá a maior bancada do Senado. A votação foi retirada da pauta em 15 de outubro, depois que a CCJ concluiu a análise na quarta-feira anterior (14), por causa do impasse sobre emendas de redução da maioridade penal. O impasse cresceu quando Camilo Santana apresentou emenda para 16 anos em crimes hediondos. Segundo o Poder360, a iniciativa contrariou Teresa Leitão, que havia combinado com Alcolumbre votar o texto sem mudanças na maioridade. O governo quer evitar que a PEC volte à Câmara, e a Folha diz que busca um acordo antes de terça.
O outro lado
O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defende, segundo o Poder360, reduzir a idade de 18 para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 em casos específicos. O Metrópoles diz que a emenda da oposição, liderada por Flávio Bolsonaro (PL) então candidato, mirava a discussão da maioridade, e que o discurso da campanha bolsonarista acusava a esquerda de "defender bandido". O Poder360 observa que a pauta é historicamente defendida pelo bolsonarismo e que o PT resiste a se aproximar dela. Teresa Leitão, segundo o Metrópoles, disse que o governo não cederia à "chantagem" da oposição.
Leia tambémPrevisão de novembro: o G1 acertou no Sul, mas errou o Sudeste fora de São PauloO que ficou de fora do texto do G1
- A PEC torna obrigatório o repasse de 50% do FNSP e do Funpen aos estados e ao DF (Poder360)
- A PEC amplia a atuação da PRF para o patrulhamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais (Poder360)
- A proposta da oposição, segundo Rogério Marinho, prevê 16 anos na maioria dos crimes e 14 em casos específicos (Poder360)
- A retirada de pauta ocorreu em 15 de outubro, após a CCJ concluir a análise em 14 de outubro (Poder360)
- O Planalto quer votar este ano porque o PL terá a maior bancada do Senado em 2027 (Poder360)
- Teresa Leitão havia negociado com Alcolumbre votar a PEC sem mudanças na maioridade e acusou a oposição de "chantagem" (Poder360) (Metrópoles)
Como o G1 contou a história
O G1 abre com o quórum e o Ministério da Segurança, e depois conta o impasse da maioridade penal. A mistura de tempos verbais deixa o leitor sem saber que a retirada de pauta foi em outubro e que agora a PEC voltou à pauta. Mostra a emenda de Camilo como reação à oposição, mas deixa fora a posição de Rogério Marinho e o discurso de campanha da oposição sobre o tema, que as outras fontes trazem. Também omite o repasse de 50% dos fundos aos estados e a ampliação da PRF, que entram no detalhamento do Poder360. O foco recai sobre a divisão do PT, em linha com a Folha, enquanto o Poder360 destaca a pressa do governo diante do crescimento do PL em 2027.
Afirmação por afirmação
Cada afirmação da matéria do G1, conferida em outros veículos e fontes oficiais.
- Confirmado
Davi Alcolumbre incluiu na pauta da próxima terça-feira (3) a votação da PEC da Segurança Pública.
Fontes: Folha Poder, Poder360, Metrópoles · A Folha, o Poder360 e o Metrópoles informam que Alcolumbre pautou a PEC para terça-feira, 3 de novembro. - Confirmado
Uma PEC precisa de ao menos três quintos dos votos, ou 49 senadores, em dois turnos.
Fontes: Poder360 · O Poder360 diz que a PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos no Senado. - Confirmado
Lula condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC.
Fontes: Folha Poder, Metrópoles · A Folha diz que Lula prometeu recriar o ministério, mas condicionou a nova pasta à aprovação da proposta. O Metrópoles diz que o governo quer aprovar a PEC para cumprir essa promessa. - Confirmado
A oposição apresentou emenda para reduzir a maioridade penal para até 14 anos, conforme a gravidade do crime, e Camilo Santana (PT) respondeu com emenda para 16 anos em crimes hediondos, o que dividiu a bancada do PT.
Fontes: Folha Poder, Poder360, Metrópoles · Folha, Poder360 e Metrópoles registram as duas emendas e a divisão no PT. O Poder360 diz que o texto de Rogério Marinho (PL-RN) prevê 16 anos na maioria dos crimes e 14 em casos específicos. O Metrópoles diz que a emenda da oposição previa 14 anos para crimes hediondos e 16 para os demais. - Só o G1 publicou
Alcolumbre retirou o tema da pauta porque nem governo nem oposição teriam votos para aprovar suas emendas.
Fontes: Poder360, Metrópoles · O Poder360 e o Metrópoles confirmam a retirada, citando o impasse e a divisão entre os senadores. Nenhuma fonte traz a justificativa dos votos insuficientes atribuída a aliados de Alcolumbre.
Fontes consultadas 4
- 1g1Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança Pública para a próxima terça-feirag1.globo.com
- 2Folha PoderAlcolumbre pauta PEC da Segurança para terça e governo costura acordo sobre maioridadewww1.folha.uol.com.br
- 3Poder360Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança para 3ª feirapoder360.com.br
- 4MetrópolesAlcolumbre pauta PEC da Segurança e reabre debate sobre maioridade penalmetropoles.com
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