Binance: o G1 acertou o recorde de US$ 6,3 bi, mas deixou de fora como o ataque aconteceu
Os números e a ligação com a Coreia do Norte se confirmam. Ficaram de fora o notebook do engenheiro, o fundo SAFU, a queda do mercado e a ressalva da Binance sobre o ataque.
Os fatos publicados pelo G1 se confirmam, mas outras fontes trazem informação que muda a leitura e não estava no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Sim, o essencial do que o G1 publicou se confirma: ataque de US$ 6,3 bilhões à Binance, recorde do setor, em cerca de 20 minutos e atribuído por empresas de análise à Coreia do Norte. O texto, porém, omite detalhes que ajudam a entender o caso, como o notebook de um engenheiro, o fundo SAFU e a queda dos preços das criptomoedas. Os valores em reais da Bybit também aparecem com números diferentes dentro da própria matéria.
Por que isso aconteceu
Segundo a Binance, a investigação preliminar indica que o incidente pode estar ligado ao comprometimento do notebook de um engenheiro, o que permitiu saques não autorizados. A TRM Labs afirma que o ataque veio da TraderTraitor, unidade de elite de hackers da Coreia do Norte, a mesma do roubo à Bybit em 2025. Richard Teng, co-CEO da Binance, disse que o invasor não usou simplesmente as permissões de um engenheiro e que o ataque foi mais complexo. A Binance suspendeu depósitos e saques, revogou a autorização do endereço afetado e acionou autoridades e parceiros de inteligência blockchain. Segundo a InfoMoney, a empresa espera retomar os saques em 48 horas. O Metrópoles informa que as perdas serão cobertas com o fundo SAFU e recursos próprios.
O que ficou de fora do texto do G1
- A Binance vai cobrir as perdas com o fundo de emergência SAFU e com recursos próprios (Metrópoles)
- Segundo a Exame, o fundo SAFU tem US$ 1 bilhão e os outros US$ 2 bilhões viriam do caixa da exchange (Exame)
- Emissores de stablecoins como Tether, Circle e a World Liberty Financial, apoiada por Trump, congelaram parte dos ativos (InfoMoney)
- Bitcoin e ether caíram, e o bitcoin chegou à menor cotação em seis semanas, US$ 76.368; ações como as da Coinbase também recuaram (InfoMoney)
- Richard Teng afirmou que o ataque não foi uma ação simples de 'um clique' e que a investigação não atribuiu responsabilidade a nenhum indivíduo (Metrópoles) (InfoMoney)
- A Binance diz que não há evidências de vazamento de chaves privadas, mas Mark Karpeles, ex-Mt Gox, acha provável que os invasores tenham acessado chaves de pelo menos duas carteiras (Metrópoles) (InfoMoney)
Como o G1 contou a história
O G1 montou uma matéria explicativa, com os números do roubo e uma lista de ataques históricos, e usou o texto da Reuters. Isso deixou em segundo plano o que as outras fontes destacam: o impacto imediato no mercado, a explicação da Binance sobre o notebook do engenheiro, a ressalva de Teng de que o ataque foi mais complexo e a divergência sobre as chaves privadas. O G1 também registra a negativa da Coreia do Norte, mas só no caso da Bybit. Nas fontes, a InfoMoney traz essa negativa de forma geral, e a Binance aparece com a cobertura das perdas e a retomada dos saques.
Afirmação por afirmação
Cada afirmação da matéria do G1, conferida em outros veículos e fontes oficiais.
- Confirmado
A Binance sofreu um ataque hacker que desviou US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), o maior da história do setor.
Fontes: Metrópoles, Exame, InfoMoney · O Metrópoles diz que a Binance estimou o impacto em cerca de US$ 6,3 bilhões (R$ 33,8 bilhões), o maior roubo já registrado. A InfoMoney e a Exame trazem o mesmo valor e o mesmo recorde. - Confirmado
Os criminosos transferiram a maior parte dos recursos em cerca de 20 minutos.
Fontes: Metrópoles, InfoMoney · O Metrópoles, com base no relatório da TRM Labs, e a InfoMoney apontam que a maior parte da movimentação ocorreu em cerca de 20 minutos. - Confirmado
Empresas do setor apontam hackers ligados à Coreia do Norte como autores.
Fontes: Metrópoles, InfoMoney, CNN Brasil · A InfoMoney diz que TRM Labs e Chainalysis estão altamente confiantes na autoria norte-coreana. O Metrópoles cita o grupo TraderTraitor, e a CNN Brasil fala em investigadores que apontam o país. A InfoMoney lembra que a Coreia do Norte nega rotineiramente essas acusações. - Confirmado
A Binance localizou cerca de US$ 3 bilhões, e a situação dos outros US$ 3,3 bilhões não foi esclarecida.
Fontes: Metrópoles, InfoMoney · O Metrópoles informa cerca de US$ 3 bilhões congelados. A InfoMoney diz que a empresa não mencionou a situação dos US$ 3,3 bilhões restantes. - Confirmado
A Binance prometeu cobrir os prejuízos e disse que os recursos dos clientes estão protegidos.
Fontes: CNN Brasil, Metrópoles, InfoMoney · A CNN Brasil, o Metrópoles e a InfoMoney citam a promessa de cobrir todas as perdas e a afirmação de que os fundos dos usuários estão seguros.
Fontes consultadas 5
- 1g1Hackers roubam R$ 34 bilhões em criptomoedas da Binance; veja os maiores ataques já registradosg1.globo.com
- 2CNN BrasilCriptomoedas têm forte queda após ataque hacker contra a Binancecnnbrasil.com.br
- 3MetrópolesAtaque hacker atingiu US$ 6,3 bilhões em criptomoedas, diz Binancemetropoles.com
- 4ExameO que é a Binance? Conheça a maior corretora cripto do mundo, alvo de ataque hackerexame.com
- 5InfoMoneyHackers desviam US$ 6,3 bi da Binance no maior roubo de criptomoedas da históriainfomoney.com.br
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