sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Binance: o G1 acertou o recorde de US$ 6,3 bi, mas deixou de fora como o ataque aconteceu

Os números e a ligação com a Coreia do Norte se confirmam. Ficaram de fora o notebook do engenheiro, o fundo SAFU, a queda do mercado e a ressalva da Binance sobre o ataque.

Por Redação Use a Lógica
Produzida com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas, com checagem e revisão automáticas.
4 min de leitura 5 fontes
Faltou contexto

Os fatos publicados pelo G1 se confirmam, mas outras fontes trazem informação que muda a leitura e não estava no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Moeda de bitcoin apoiada sobre o teclado de um notebook
Moedas de bitcoin sobre o teclado de um notebook, ilustrando o mercado de criptomoedas (foto de arquivo, 2023) Foto: Satheesh Sankaran (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Sim, o essencial do que o G1 publicou se confirma: ataque de US$ 6,3 bilhões à Binance, recorde do setor, em cerca de 20 minutos e atribuído por empresas de análise à Coreia do Norte. O texto, porém, omite detalhes que ajudam a entender o caso, como o notebook de um engenheiro, o fundo SAFU e a queda dos preços das criptomoedas. Os valores em reais da Bybit também aparecem com números diferentes dentro da própria matéria.

Por que isso aconteceu

Segundo a Binance, a investigação preliminar indica que o incidente pode estar ligado ao comprometimento do notebook de um engenheiro, o que permitiu saques não autorizados. A TRM Labs afirma que o ataque veio da TraderTraitor, unidade de elite de hackers da Coreia do Norte, a mesma do roubo à Bybit em 2025. Richard Teng, co-CEO da Binance, disse que o invasor não usou simplesmente as permissões de um engenheiro e que o ataque foi mais complexo. A Binance suspendeu depósitos e saques, revogou a autorização do endereço afetado e acionou autoridades e parceiros de inteligência blockchain. Segundo a InfoMoney, a empresa espera retomar os saques em 48 horas. O Metrópoles informa que as perdas serão cobertas com o fundo SAFU e recursos próprios.

O que ficou de fora do texto do G1

  • A Binance vai cobrir as perdas com o fundo de emergência SAFU e com recursos próprios (Metrópoles)
  • Segundo a Exame, o fundo SAFU tem US$ 1 bilhão e os outros US$ 2 bilhões viriam do caixa da exchange (Exame)
  • Emissores de stablecoins como Tether, Circle e a World Liberty Financial, apoiada por Trump, congelaram parte dos ativos (InfoMoney)
  • Bitcoin e ether caíram, e o bitcoin chegou à menor cotação em seis semanas, US$ 76.368; ações como as da Coinbase também recuaram (InfoMoney)
  • Richard Teng afirmou que o ataque não foi uma ação simples de 'um clique' e que a investigação não atribuiu responsabilidade a nenhum indivíduo (Metrópoles) (InfoMoney)
  • A Binance diz que não há evidências de vazamento de chaves privadas, mas Mark Karpeles, ex-Mt Gox, acha provável que os invasores tenham acessado chaves de pelo menos duas carteiras (Metrópoles) (InfoMoney)

Como o G1 contou a história

O G1 montou uma matéria explicativa, com os números do roubo e uma lista de ataques históricos, e usou o texto da Reuters. Isso deixou em segundo plano o que as outras fontes destacam: o impacto imediato no mercado, a explicação da Binance sobre o notebook do engenheiro, a ressalva de Teng de que o ataque foi mais complexo e a divergência sobre as chaves privadas. O G1 também registra a negativa da Coreia do Norte, mas só no caso da Bybit. Nas fontes, a InfoMoney traz essa negativa de forma geral, e a Binance aparece com a cobertura das perdas e a retomada dos saques.

Afirmação por afirmação

Cada afirmação da matéria do G1, conferida em outros veículos e fontes oficiais.

6 confirmado1 impreciso
  1. Confirmado

    A Binance sofreu um ataque hacker que desviou US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), o maior da história do setor.

    Fontes: Metrópoles, Exame, InfoMoney · O Metrópoles diz que a Binance estimou o impacto em cerca de US$ 6,3 bilhões (R$ 33,8 bilhões), o maior roubo já registrado. A InfoMoney e a Exame trazem o mesmo valor e o mesmo recorde.
  2. Confirmado

    Os criminosos transferiram a maior parte dos recursos em cerca de 20 minutos.

    Fontes: Metrópoles, InfoMoney · O Metrópoles, com base no relatório da TRM Labs, e a InfoMoney apontam que a maior parte da movimentação ocorreu em cerca de 20 minutos.
  3. Confirmado

    Empresas do setor apontam hackers ligados à Coreia do Norte como autores.

    Fontes: Metrópoles, InfoMoney, CNN Brasil · A InfoMoney diz que TRM Labs e Chainalysis estão altamente confiantes na autoria norte-coreana. O Metrópoles cita o grupo TraderTraitor, e a CNN Brasil fala em investigadores que apontam o país. A InfoMoney lembra que a Coreia do Norte nega rotineiramente essas acusações.
  4. Confirmado

    A Binance localizou cerca de US$ 3 bilhões, e a situação dos outros US$ 3,3 bilhões não foi esclarecida.

    Fontes: Metrópoles, InfoMoney · O Metrópoles informa cerca de US$ 3 bilhões congelados. A InfoMoney diz que a empresa não mencionou a situação dos US$ 3,3 bilhões restantes.
  5. Confirmado

    A Binance prometeu cobrir os prejuízos e disse que os recursos dos clientes estão protegidos.

    Fontes: CNN Brasil, Metrópoles, InfoMoney · A CNN Brasil, o Metrópoles e a InfoMoney citam a promessa de cobrir todas as perdas e a afirmação de que os fundos dos usuários estão seguros.

Fontes consultadas 5

  1. 1g1Hackers roubam R$ 34 bilhões em criptomoedas da Binance; veja os maiores ataques já registradosg1.globo.com
  2. 2CNN BrasilCriptomoedas têm forte queda após ataque hacker contra a Binancecnnbrasil.com.br
  3. 3MetrópolesAtaque hacker atingiu US$ 6,3 bilhões em criptomoedas, diz Binancemetropoles.com
  4. 4ExameO que é a Binance? Conheça a maior corretora cripto do mundo, alvo de ataque hackerexame.com
  5. 5InfoMoneyHackers desviam US$ 6,3 bi da Binance no maior roubo de criptomoedas da históriainfomoney.com.br

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